Youtuber vai provar que não há "Desportos Impossíveis"

Programa que se estreia hoje à noite no canal A&E vai testar os limites do jornalista espanhol Valentí Sanjuan e mostrar modalidades que ainda são pouco conhecidas do público

Jogar hóquei debaixo de água, praticar um desporto que combina o boxe com o xadrez ou disputar uma partida de polo em caiaque são alguns dos desafios que o jornalista e desportista espanhol Valentí Sanjuan vai enfrentar no programa Desportos Impossíveis, que se estreia hoje à noite, às 21.50, no canal A&E.

Em comum têm o facto de serem modalidades pouco conhecidas e exigirem uma grande capacidade física e mental. A tarefa torna-se mais complicada, uma vez que o protagonista deste formato tem pouco mais de 48 horas para conhecer e praticar desportos como futebol gaélico, polo em caiaque, skeleton, chessboxing, hóquei subaquático e ultimate beach frisbee, tendo este último sido gravado em Aveiro.

"O objetivo deste programa foi mostrar aos espectadores desportos pouco conhecidos, que são praticados por um lote restrito de pessoas. Mas todos eles têm um lado atrativo, divertido e lúdico", começou por explicar Valentí Sanjuan numa entrevista exclusiva para o DN. "Quis mostrar que não existem impossíveis, que com trabalho e empenho conseguimos fazer qualquer coisa", acrescentou.

O episódio de estreia, que foi gravado na Corunha, Espanha, vai dar a conhecer o futebol gaélico, um desporto irlandês que combina a força do râguebi com a técnica do futebol. "Cada um destes desportos envolve uma série de riscos, todos eles requerem uma capacidade física e mental muito forte e colocaram-me perante situações em que nunca tinha estado", prosseguiu o desportista, que tem dois canais no YouTube, Valentisanjuan e Valentiestaloco, com 128 e 138 mil subscritores respetivamente.

Ao longo dos seis episódios deste formato, Valentí Sanjuan percorreu mais de 14 mil quilómetros entre Espanha e Portugal. A cidade de Aveiro foi a escolhida para o programa dedicado ao ultimate beach fresbee. O jornalista espanhol contou com a ajuda de Seb, o capitão da seleção portuguesa desta modalidade e um dos melhores jogadores da Europa. "Foi uma experiência fabulosa. Estivemos em Aveiro cerca de três, quatro dias e fomos muito bem recebidos por toda a gente. É uma cidade com uma localização fantástica, muito bonita e encantadora. E o frisbee não é tão fácil como aparenta", realçou o protagonista de Desportos Impossíveis.

Apesar de todas as modalidades terem sido "muito duras", aquela em que sentiu uma "maior pressão" foi o chessboxing, desporto no qual é colocado um tabuleiro de xadrez dentro de um ringue de boxe. "Senti que, a qualquer altura, podia ficar sem um dente. É um desporto que exige uma concentração muito grande e sabia que não podia cometer falhas."

Já relativamente àquele que mais fez disparar a adrenalina, a escolha recaiu sobre o skeleton, que consiste em descer uma estrada de montanha a mais de 80 quilómetros/hora, em cima de uma placa de metal com rodas e a apenas cinco centímetros do chão. "Envolve um veículo que não controlamos e estamos deitados com a cara para a frente a escassos centímetros do chão. Qualquer deslize, qualquer momento em que não sejamos capazes de controlar os nervos ou em que a técnica falhe pode traduzir-se num risco muito grande."

Palavra-chave: atitude

Dar a volta ao mundo ao mesmo tempo que pratica desporto é um dos grandes objetivos de Valentí Sanjuan, de 35 anos, que já tem no seu passaporte os carimbos de países como Mongólia, Taiwan, Cuba, Equador, Costa Rica ou EUA. Para o programa Desportos Impossíveis, o jornalista recorreu aquela que é a sua filosofia de vida: atitude. "Todos nós temos desafios, problemas e dias maus, mas a única maneira de ultrapassar tudo isso é seguir em frente e dar o nosso melhor com vontade e atitude. Sabia que este programa não ia ser fácil, que iria testar os meus limites e que tinha muito pouco tempo para aprender cada uma das modalidades. Mas dei o meu melhor", garantiu ao DN.

Apesar de sempre ter praticado desporto com alguma regularidade, foi em 2013 que tornou-se "um vício". A morte da mãe, a separação da namorada e o facto de ter ficado desempregado levaram Valentí Sanjuan a procurar um escape. "Para mim, o desporto serve para esquecer os problemas, libertar o stress do trabalho, queimar adrenalina e ter uma vida saudável." A isto junta-se o facto de ter a oportunidade de ouvir "histórias inspiradoras" de outros desportistas que vai conhecendo por esse mundo fora e que relata nos seus canais de YouTube.

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