Nicolau Santos e Hugo Figueiredo escolhidos para a administração da RTP

Nicolau Santos, que é presidente cessante da Lusa, onde entrou em 2018, irá liderar a nova administração da RTP, sucedendo a Gonçalo Reis, que estava à frente da empresa desde 2015 (dois mandatos).

O jornalista Nicolau Santos e o administrador da RTP Hugo Figueiredo são os nomes escolhidos para a integrar o novo Conselho de Administração da RTP, anunciou esta sexta-feira O Conselho Geral Independente (CGI).

"Terminado o procedimento, o CGI entendeu, por decisão unânime, dirigir à equipa constituída por Nicolau Fernando Ramos dos Santos e Hugo Graça Figueiredo um convite para, juntamente com um vogal responsável pela área financeira, a designar pelo CGI após parecer prévio e vinculativo do membro do Governo responsável pela área das finanças, apresentarem um Projeto Estratégico da empresa para os próximos três anos, com vista a futura indigitação como membros do Conselho de Administração da RTP", lê-se no comunicado.

"Na escolha da equipa Nicolau Santos e Hugo Figueiredo, o CGI teve em consideração, muito em particular, a considerável experiência de ambos os membros em áreas da comunicação social, e a relevância da sua capacidade de gestão e de liderança, aliada a uma sólida cultura de serviço público", justifica o CGI.

O órgão "ponderou igualmente o interesse das propostas apresentadas pela equipa em matéria de valorização, capacitação e rejuvenescimento dos recursos humanos da empresa, num contexto de cultura de mérito; considerou as ideias apresentadas em termos de inovação e desenvolvimento tecnológico, em especial das necessidades de transformação digital da RTP; registou a disponibilidade da equipa para mobilizar a RTP com vista a reforçar a promoção da literacia mediática, dando especial atenção à formação crítica das gerações mais jovens".

O Conselho Geral Independente "valorizou igualmente as propostas adiantadas para uma gestão rigorosa da empresa, assente na sua sustentabilidade financeira", acrescenta.

O CGI, "nesta escolha difícil, face à qualidade das pessoas interessadas, tem fundada esperança em que o Conselho de Administração leve a cabo, de forma serena, mas efetiva, as mudanças necessárias para que a RTP possa, mantendo-se na vanguarda do novo ecossistema mediático, cumprir integralmente a sua missão de serviço público, enquanto instituição de cidadania democrática".

Nicolau Santos, que é presidente cessante da Lusa, onde entrou em 2018, irá liderar a nova administração da RTP, sucedendo a Gonçalo Reis, que estava à frente da empresa desde 2015 (dois mandatos).

Hugo Figueiredo, que é administrador da RTP com o pelouro dos conteúdos desde 2018, foi administrador e presidente da direção do jornal Público, é engenheiro civil pelo Instituto Superior Técnico (IST) e tem um MBA pela Universidade Nova de Lisboa.

Liderou projetos nas áreas do digital, conteúdos, marketing e parcerias estratégicas, foi administrador da Rádio Nova e desempenhou funções na direção das operadoras NOS e Optimus.

No comunicado, o CGI "saúda a diversidade e a qualidade das pessoas e das equipas interessadas, bem como a riqueza estimulante das versões preliminares de projetos estratégicos apresentadas".

O órgão, presidido por José Carlos Vieira de Andrade, que tem entre as suas funções a escolha dos membros do Conselho de Administração da RTP, recorda que "decidiu, numa primeira fase, promover, mediante anúncio público, a apresentação de manifestações de interesse, em conjunto, por parte de candidatos a presidente e vogal do órgão".

Além do currículo, os candidatos tiveram de juntar uma versão preliminar de um projeto estratégico para a RTP para o triénio 2021-2023.

"Essas manifestações de interesse foram procuradas ou recebidas pela Boyden, escolhida pelo CGI como empresa especializada em recursos humanos, a qual, neste particular, assessorou o CGI e lhe apresentou um relatório de análise de cada um dos currículos dos interessados e das aptidões das equipas em matéria de gestão", salienta o órgão.

O CGI "avaliou os perfis dos interessados e a sua complementaridade, analisou e ponderou, designadamente à luz das Linhas de Orientação Estratégica, as versões preliminares dos projetos estratégicos apresentados" e, numa fase final, "selecionou e realizou entrevistas com algumas das equipas".

Pelo menos 12 duplas tinham apresentado candidaturas à administração da RTP.

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