Jornalistas vão fazer greve pela primeira vez em 30 anos

Em causa o sistema de pensões

Os jornalistas do Financial Times decidiram esta terça-feira realizar uma greve de 24 horas para defender as suas reformas. Algo que já não se via em trinta anos no diário de referência na área financeira, anunciou o Sindicato dos Jornalistas britânico.

"Os jornalistas do Financial Times estão a preparar-se para uma greve de 24 horas, a primeira em 30 anos, depois do fracasso das discussões com a direção, devido à sua recusa em honrar os compromissos sobre as pensões, no seguimento da venda do jornal à Nikkei", explicou o sindicato em comunicado.

Segundo um porta-voz do sindicato, a greve deve ocorrer na próxima semana, estando o dia exato ainda por determinar.

O Financial Times foi vendido em 2015 pelo editor britânico Pearson ao japonês Nikkei. O NUJ acusou que a direção não manteve os seus compromissos depois da compra, mencionando um "roubo" de quatro milhões de libras (5,3 milhões de euros) retirados do fundo de pensões da empresa para pagar o aluguer do imóvel onde está o jornal, que continua a ser propriedade da Pearson, e cobrir outras despesas.

O sindicato acusou também que existe um tratamento diferenciado entre os jornalistas em relação às pensões.

Uma porta-voz da direção do diário financeiro, por seu lado, garantiu que o seu novo fundo de pensões "está entre os melhores" e que "é tão bom e, em alguns casos, melhor que o fundo anterior".

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