RTP aposta em mais séries para 2016

História "sobre mulheres que estão presas num estabelecimento feminino" é um dos projetos em produção

Terapia, a adaptação portuguesa da trama israelita BeTipul, tem estreia marcada para 4 de janeiro. Embora o formato série seja para manter, a produção nacional que a RTP1 prepara para 2016 não se fará só de adaptações, conforme explicaram à nossa publicação os responsáveis pelas pastas da programação e ficção. "Neste momento existem três produtoras a fazer três projetos para além deste, escritos por autores portugueses", avançou Virgílio Castelo, consultor de ficção da RTP. "Um deles chama-se Dentro e está a ser produzido pela HOP, do Porto. Trata-se de uma série sobre mulheres que estão presas num estabelecimento feminino. Depois temos outra que está a ser feita pela Take It Easy, vai ser realizada pelo Tiago Guedes, e vai ser de comédia política", contou o responsável. Para além da trama sobre psicoterapia, a SP Televisão também está a produzir mais uma série para a estação pública, com o nome Aqui Tão Longe.

"Nós já dissemos que não vamos fazer novelas para prime time e, portanto, as séries são o formato que nós encontrámos como capaz de trazer ficção de qualidade numa outra perspetiva diferente da concorrência, que também faz bem o seu trabalho", explicou Daniel Deusdado, diretor de programas da RTP1 e RTP3. "Variedade de conteúdo, diferenciação de atores e multiplicação de oportunidades no mercado de produção, tudo isso é o novo xadrez que o serviço público de televisão tem de ir criando para fazer sentido existir enquanto alternativa aos canais privados", acrescentou o responsável.

Opinião partilhada pelo responsável pela pasta da ficção, Virgílio Castelo. "O que se pretende definitivamente é diversificar e ter séries. A RTP é a única estação que pode e deve ter esse tipo de ficção. Aqui é que se vê o papel do serviço público de televisão. A ideia é fazer algo que o espectador em casa possa dizer que está a ver uma coisa diferente que não vê nos privados", explicou.

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