Recordar o inferno três meses depois. O "The Guardian" em Pedrógão

O jornal britânico veio a Portugal para recordar a tragédia

"As pessoas choravam e pediam a nossa senhora para nos ajudar. Porque pensávamos todos que íamos morrer". "Sou bombeiro há 43 anos e nunca vi nada assim desta dimensão, com este envolvimento todo". "O que eu gritei, chorei". "Foi o inferno". É com estas frases, ditas com emoção por quem viveu a tragédia de Pedrógão Grande, que o The Guardian dá início a um trabalho sobre a tragédia. Três meses depois dos grandes incêndios que mataram 64 pessoas, o jornal britânico publica um vídeo de 10 minutos em que tenta perceber porque é que este incêndio foi tão mortal e o que poderá ser feito para impedir que volte a acontecer.

"Fez com que a aldeia ficasse em silêncio. Não há um barulho, não há nada", resume uma habitante. "Perdemos tudo", remata

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João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.