Os Magriços brilham no Mundial de 1966

Terceiro lugar mas surpresa do campeonato mundial de futebol, sob a liderança do rei Eusébio. Seleção regressou de Inglaterra e foi recebida em festa por um país agradecido

Eusébio chorou no fim do jogo com a Inglaterra, a 26 de julho, com a derrota por 2-1 a afastar Portugal da final do mundial de futebol de 1966. Mas na edição do dia seguinte, com a foto do Pantera Negra inconsolável na primeira página, o DN titulava: "A classe e o brio da seleção nacional comprovados em Wembley". E o país concordava, depois de ter seguido pela televisão a epopeia dos Magriços, com uma fase de grupos demolidora (três vitórias, incluindo sobre o Brasil de Pelé, bicampeão mundial), uma reviravolta frente à Coreia do Norte (5-3, depois de ter estado a perder por três golos), uma derrota penosa nas meias-finais frente à Inglaterra (que seria campeã) e um triunfo frente à União Soviética no jogo para decidir o terceiro classificado. Eusébio, com nove golos, foi o melhor marcador do torneio e ganhou fama mundial, apesar de ao serviço do Benfica já ser muito conhecido, sobretudo pela vitória na Taça dos Clubes Campeões Europeus uns anos antes. No regresso a Portugal, a 31 de julho, a seleção foi recebida por uma multidão no aeroporto de Lisboa, seguindo em desfile até Belém, onde foi condecorada pelo presidente da República, Américo Tomás.

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