O concurso de yé-yé em Lisboa em 1965

Concurso de Yé-Yé animava a juventude lisboeta mas servia também para angariar fundos para as tropas que combatiam em África

A notícia do DN datado de 29 de agosto de 1965 falava de "horas de inusitada euforia" no Teatro Monumental, em Lisboa (no Saldanha, onde hoje há um centro comercial). E como "uma verdadeira onda de jovens acorreu ali para aplaudir freneticamente os intérpretes da música da sua eleição". O jornal fala ainda de uma "beatlemania" em Portugal. Ora, o vencedor da primeira eliminatória deste concurso de yé-yé foi o conjunto Os Átomos, logo seguido de Os Dakotas. A reportagem do DN dá conta ainda de como o vocalista de Os Dakotas foi erguido no ar em pleno pelos admiradores. "O rapaz ia morrendo sufocado com tantos apertos", sublinha o jornalista. As receitas do concurso destinavam-se às Forças Armadas Portuguesas, que na época combatiam em África. Com a guerra contra os movimentos de libertação africanos a prolongar--se quase mais uma década, é de acreditar que mais cedo ou mais tarde muitos dos rapazes que entoavam as músicas na plateia também acabaram a combater nas ex-colónias.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Daniel Deusdado

Estou a torcer por Rio apesar do teimoso Rui

Meu Deus, eu, de esquerda, e só me faltava esta: sofrer pelo PSD... É um problema que se agrava. Antigamente confrontava-me com a fria ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, e agora vejo a clarividente e humana comentadora Manuela Ferreira Leite... Pacheco Pereira, um herói na cruzada anti-Sócrates, a voz mais clarividente sobre a tragédia da troika passista... tornou-se uma bússola! Quanto não desejei que Rangel tivesse ganho a Passos naquele congresso trágico para o país?!... Pudesse eu escolher para líder a seguir a Rio, apostava tudo em Moreira da Silva ou José Eduardo Martins... O PSD tomou conta dos meus pesadelos! Precisarei de ajuda...?

Premium

arménios na síria

Escapar à Síria para voltar à Arménia de onde os avós fugiram

Em 1915, no Império Otomano, tiveram início os acontecimentos que ficariam conhecidos como o genocídio arménio. Ainda hoje as duas nações continuam de costas voltadas, em grande parte porque a Turquia não reconhece que tenha havido uma matança sistemática. Muitas famílias procuraram então refúgio na Síria. Agora, devido à guerra civil que começou em 2011, os netos daqueles que fugiram voltam a deixar tudo para trás.