Novas viaturas dos bombeiros lisboetas em 1925

Acabavam-se as viaturas com tração animal e os bombeiros da capital passavam a contar com o mais moderno equipamento de combate ao fogo

Passava a pertencer ao passado os carros de bombeiros puxados por animais pelas ruas de Lisboa e iniciava-se uma nova era reservada apenas às viaturas motorizadas, noticiava o DN de 4 de outubro de 1925, mostrando na primeira página vários fotografias do novo equipamento. O jornal, entusiasta com a ação da câmara municipal e do comandante Rodrigues Alves, acrescentava mesmo que "as novas viaturas são dignas de uma grande capital". Uma imagem de um bombeiro municipal, e na altura seriam cerca de 500, surge também em destaque; assim como três fotografias do novo material adquirido, com o chamado carro de projetores a brilhar, tal como o equipamento exibido às portas dos quartéis na Avenida Defensores de Chaves e na Avenida Presidente Wilson, que mais tarde, passado o fervor republicano, voltará a ser batizada de Avenida D. Carlos I.

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João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.