No Man's Sky é um fenómeno. Já criou mais espécies de "vida" do que há na Terra

Jogo da PlayStation 4 e Windows PC é a loucura do momento para quem adora jogos de computador

Era o jogo de vídeo mais aguardado do ano e não está a desiludir. No Man's Sky, da Hello Games, para PlayStation 4 e Windows PC, foi lançado no início da semana e é o assunto do momento no mundo dos 'gamers' - e dos sites especializados.

No Man's Sky coloca o jogador na perspetiva de um astronauta que tem 18 triliões de planetas para explorar. Uma galáxia virtual povoada com fauna e flora criada pelo programa consoante se vai avançando no jogo.

(Veja algumas dicas - contém pequenos 'spoilers')

A popularidade do jogo é patente num número esta quarta-feira avançado pelo The Verge: em apenas 24 horas, o software criou mais espécies de "seres vivos" do que as que existem no Planeta Terra.

Todos os jogadores do mundo jogam na mesma galáxia virtual e os elementos que vão descobrindo são carregados para os servidores da Hello Games. Quando um jogador encontra um planeta pela primeira vez, o sistema marca-o como tendo sido "descoberto" naquela data, permitindo ao utilizador batizá-lo como bem entenda. A partir desse momento, para todos os jogadores, aquele planeta passa a ser "seu".

As espécies que povoam os mundos desta galáxia virtual vão sendo criadas pelo programa consoante os jogadores vão descobrindo os planetas, de acordo com parâmetros pré-estabelecidos, como a atmosfera e temperatura dominantes (há planetas de ácido, outros tão ou mais quentes do que Vénus, por exemplo).

Nesta quarta-feira, o sistema já tinha criado mais de dez milhões de espécies, segundo anunciou no Twitter o criador Sean Murray. Os cientistas acreditam que a nossa boa e velha Terra seja a casa de 8,7 milhões.

Trata-se de um jogo de sobrevivência. A ação prende-se sobretudo com a exploração dos cenários alienígenas, tendo o jogador de tomar atenção às ameaças que possam surgir, tanto de "seres vivos" como do meio ambiente, e fazer gestão de recursos para poder prosseguir.

Há a possibilidade de entrar em conflito com civilizações alienígenas ou simplesmente negociar com elas. Mas acima de tudo o objetivo é descobrir. O que está para além desta montanha? Como é aquele planeta? Quem habita a estação espacial que aparece nos sensores?

São estas as perguntas que prendem o jogador a No Man's Sky. Há "feitos" previstos - ações que valem uma notificação ou créditos - e o objetivo de chegar ao centro da galáxia. Mas tudo isso é secundário. A simples exploração é o prazer que o programa oferece. Numa galáxia suficientemente rica para proporcionar muitas, mesmo muitas, horas frente ao monitor.

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