La Casa del Papel inspira Paços de Ferreira

A equipa de futebol da capital do móvel vai defrontar o Desportivo de Chaves a 31 de março, em casa. Para motivar os adeptos a irem ao estádio publicaram um vídeo no Facebook inspirado na série espanhola transmitida pela Netflix

"O plano está traçado e em andamento, para que dê tudo certo só faltas tu. Podemos contar contigo?"

É este o convite que o "professor" Ricardo, o número 19 da equipa de futebol do Paços de Ferreira, faz no vídeo que a equipa gravou ao bom estilo da La Casa del Papel, série espanhola da Netflix que está a fazer sucesso internacionalmente. A ideia é incentivar os adeptos a fazerem "um assalto ao estádio" da Mata Real, em Paços de Ferreira, no dia em que a equipa recebe o Chaves, a 31 de março.

Sob as tags #SaiDeCasaPacense e #TodosPaços, o vídeo que a equipa partilhou no Facebook já ultrapassou as 90 mil visualizações.

Mas como surgiu esta ideia?

A série La Casa del Papel é um dos maiores sucessos internacionais da atualidade.

Criada por Álex Pina para a rede de televisão espanhola Antena 3, a minissérie estreou a 2 de maio de 2017, tendo sido posteriormente adquirida pela Netflix, onde ficou disponível a partir de dezembro do ano passado.

A empresa de streaming dividiu a minissérie original em duas temporadas sendo que a primeira temporada é constituída por 13 episódios e a segunda - que vai estrear a 6 de abril - irá contar com mais 6.

As críticas não podiam ser melhores

A minissérie foi eleita a melhor série espanhola da história, elogio atribuído por diversos meios de comunicação espanhóis. Mas a fama não se fica por Espanha, onde a série foi vista por mais de 1,8 milhões de pessoas.

A série de televisão tem vindo a conquistar prémios em diferentes festivais dedicados à televisão. A fama é tanta que até o Carnaval do Brasil se rendeu a La Casa de Papel, com a roupa e máscaras utilizadas pelos assaltantes a servir de disfarce em blocos carnavalescos.

A história

Na série da Netflix, um homem misterioso que atende pelo nome de El Profesor ("Professor"), planeia o maior assalto do século.

A fim de realizar o ambicioso plano ele recruta oito pessoas com certas habilidades e que não têm nada a perder. O objetivo é entrarem na Casa da Moeda, para poderem imprimir 2,4 mil milhões de euros.

Para fazer isso eles precisam de onze dias de reclusão, durante os quais vão ter que lidar com sessenta e sete reféns e com as forças da Polícia de elite, com cenas de muita ação e planos brilhantes de El Profesor.

Como qualquer série precisa de um romance, os espectadores ficam agarrados com a paixão improvável que acaba por nascer entre o El Profesor e a agente da polícia que está encarregada da Casa da Moeda no dia do assalto.

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Ferreira Fernandes

A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.