Jimmy Fallon fez a sua versão da conferência de imprensa de Trump

O anfitrião do "The Tonight Show" parodiou o Presidente norte-americano na famosa conferência de imprensa de ontem que durou 77 minutos

Incorporando um Donald Trump insano, Jimmy Fallon apresentou-se de cabeleira loura e tiques fonéticos "trumpianos" a parodiar a conferência de imprensa do Presidente norte-americano que durou uns longos e históricos 77 minutos. "Preparem-se que eu estou a chegar em grande", anunciou Fallon, na abertura do Tonight Show. "Isto vai ser de loucos. O papá veio brincar".

Fallon gozou com as mensagens contraditórias da Casa Branca quanto à resignação do conselheiro de Segurança Nacional, Michael Flynn. "Eu sabia que ele sabia que eu sabia, mas ele não sabia que eu sabia que eu sabia que ele sabia que eu sabia que ele sabia, então agora você sabe ", disse Jimmy Fallon sobre o conhecimento de Trump quanto às conversas de Flynn com um oficial russo.

O Trump/Fallon também tirou uma bola mágica para responder a perguntas sobre o contacto da sua administração com a Rússia, e fez um anúncio muito importante: a cantora Beyoncé substituirá o secretário do Trabalho nomeado Andrew Puzder. Afinal, concluiu Fallon: "Quem sabe mais sobre trabalho...de parto do que alguém que está à espera de gémeos?".

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.