Final da Champions perdeu para Pesadelo na Cozinha nas audiências

Pesadelo na Cozinha foi visto por mais pessoas do que o jogo entre Juventus e Real Madrid. Em terceiro ficou a novela Ouro Verde

Os desafios de gestão de um restaurante cativaram mais o público português do que a grande final da Liga dos Campeões. O último episódio de "Pesadelo na Cozinha", emitido na TVI, foi o programa mais visto durante a semana passada e ultrapassou, em termos de audiência, o jogo que colocou a Juventus frente ao Real Madrid, e valeu a Cristiano Ronaldo mais uma Liga dos Campeões.

A partida jogada no sábado chamou todas as atenções para a RTP1 e teve uma audiência média de 16,6%, segundo o relatório da Nova Expressão. O Pesadelo na Cozinha conseguiu 19,3% de audiência no domingo. O share - tempo dispensado a ver este programa em relação ao tempo total dedicado a ver televisão - dos dois programas foi igual, 40,5%

O terceiro programa mais visto na televisão portuguesa na semana de 29 de maio a 4 de junho foi a telenovela Ouro Verde II, também exibida pela TVI.

Entre os 20 programas mais vistos na televisão portuguesa estão também os jogos de Portugal emitidos na RTP1 contra o Chipre, seleção principal, e frente ao Uruguai, no sub-20, respetivamente nas posições 13 e 14.

Em 16º ficou o concerto One Love Manchester, feito em homenagem às vítimas do atentado terrorista de 22 de maio, exibido também pela RTP1, e que conquistou 6,6% da audiência.

Nesta semana, cerca de 8 milhões de pessoas viram televisão em Portugal, numa média de 5 horas e 23 minutos por dia. Os canais por subscrição foram os mais vistos - 35,8% - e logo a seguir vem a TVI, com 21,4% do share, e a SIC, com 16,7%.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?