Zuckerberg confirma que está a ajudar a investigar a eleição de Trump

A rede social que criou está implicada num escândalo que pode ter ajudado a eleger o atual presidente dos EUA. Por isso, em audiência no Senado norte-americano garantiu que está a trabalhar no inquérito

O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, ouvido esta terça-feira na primeira de duas audições no Senado norte-americano, disse que a companhia está a trabalhar com Robert Mueller na investigação à eventual interferência russa nas eleições presidenciais de 2016.

"Não estou ao corrente de uma convocação, mas eu sei que estamos a trabalhar em conjunto", disse Mark Zuckerberg, em resposta a uma questão de um membro do comité de Justiça do Senado norte-americano, para abordar o escândalo da Cambridge Analytica, que usou dados de milhões utilizadores do Facebook de forma ilegal para a campanha de Donald Trump.

Zuckerberg disse ainda que "há gente na Rússia cujo trabalho é explorar os nossos sistemas e outros sistemas de Internet também",

Mark Zuckerberg participa hoje na primeira de duas audições. A primeira é no Senado e na quarta-feira é ouvido na comissão de Comércio e de Energia da Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso).

O Facebook está no centro de uma polémica internacional associada com a empresa Cambridge Analytica, acusada de ter recuperado dados de milhões de utilizadores daquela rede social, sem o seu consentimento, para elaborar um programa informático destinado a influenciar o voto dos eleitores, nomeadamente no escrutínio que ditou a eleição de Donald Trump para a Casa Branca e no referendo sobre o 'Brexit' (processo de saída do Reino Unido da União Europeia).

Na sequência deste escândalo, outros órgãos nacionais e internacionais solicitaram a presença de Mark Zuckerberg para prestar esclarecimentos. Foi o caso do Parlamento Europeu e do Parlamento do Reino Unido. Nos dois casos, o convite foi, até à data, recusado.

Na sexta-feira, a Comissão Europeia afirmou ter tido indicações do Facebook que dados de "até 2,7 milhões" de utilizadores daquela rede social a residir na União Europeia poderiam ter sido transmitidos de "maneira inapropriada" à empresa britânica Cambridge Analytica.

Em Portugal, o número de utilizadores afetados poderá rondar os 63.080.

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