ERC investiga transmissão de vídeo de "alegado abuso sexual"

A PSP do Porto ainda não recebeu qualquer queixa sobre o alegado abuso de uma rapariga dentro de um autocarro

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) abriu hoje um processo para analisar a divulgação, por parte do jornal Correio da Manhã (CM), de um vídeo com um "alegado abuso sexual sobre uma jovem" num autocarro do Porto.

A ERC informa, em comunicado, que "tornará oportunamente pública a decisão que venha a adotar sobre este caso".

Contactado pela Lusa, Otávio Ribeiro, diretor do CM, afirmou que o jornal divulgou "um facto relevante e polémico, protegendo a identidade" dos envolvidos e assinalou que "sem notícias, não há reflexão".

"Limitamo-nos a fazer o nosso trabalho. Trata-se de um facto relevante e polémico. Protegemos a identidade dos agentes, mas fazemos notícia. Sem notícias, não há reflexão", disse o diretor daquele diário.

A PSP do Porto esclareceu hoje à Lusa que não recebeu qualquer queixa sobre o alegado abuso de uma rapariga dentro de um autocarro, este mês, numa noite da Queima das Fitas, tendo encaminhado o caso para "o órgão criminal competente".

Fonte da PSP do Porto indicou ao início da tarde estar a averiguar uma denúncia feita através do e-mail "de um cidadão", que relatou o caso que foi filmado e partilhado nas redes sociais, para além de ter sido divulgado pelo Correio da Manhã.

Entretanto, a mesma fonte disse à Lusa ter concluído não existir, naquela força policial, registo de qualquer queixa.

A edição de hoje do jornal Correio da Manhã divulga uma "alegada violação num autocarro do Porto" que, de acordo com "testemunhos e comentários que circulam em várias redes sociais, se terá passado durante a Queima das Fitas, que decorreu entre 07 e 14 de maio".

A Lusa contactou a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), que assegura o transporte especial noturno durante a Queima das Fitas, mas não obteve qualquer resposta.

A Lusa tentou contactar a presidente da Federação Académica do Porto, mas tal não foi possível.

Contactada pela Lusa, a Polícia Judiciária não quis comentar o caso.

A Lusa questionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) mas não obteve resposta até ao momento.

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