Voyeurismo. Dono de motel espiou os clientes durante quase 30 anos

Jornalista do "The New Yorker" vai escrever um livro sobre o proprietário do Manor House Hotel

Podia ser o argumento de um filme, mas aconteceu mesmo. Gerald Foos, proprietário do Manor House Hotel em Aurora, no estado norte-americano do Colorado, entre a década de 1960 e 90, observou os clientes da unidade hoteleira que geria a terem relações sexuais durante 29 anos através de grelhas de ventilação falsas. E não se limitou a ver, uma vez que Gerald Foos - que se autointitula de "investigador pioneiro do sexo" - também fazia anotações por escrito daquilo que testemunhava.

Num artigo publicado na revista The New Yorker, o jornalista Guy Talese revela que o proprietário do motel em questão lhe enviou uma carta em 1980 onde revelou algumas das suas conclusões relativamente aos comportamentos sexuais dos clientes. Detalhes como a idade, raça ou tipo de corpo estavam pormenorizados nos apontamentos que foi tirando.

Gerald Foos também realçou que presenciou mulheres e homens a terem relações extraconjugais, cenas de sexo protagonizadas por homossexuais e orgias. Comportamentos que apelidava de "desvios". O jornalista Guy Talese guardou as cartas que recebeu e agora prepara-se para escrever um livro sobre o antigo proprietário do Manor House Hotel, que agia com a cumplicidade da mulher.

Além de fazer registos por escrito, Gerald Foos admitiu que se masturbava e tinha relações sexuais durante este processo. O antigo proprietário escolhia a dedo os clientes que instalava nos quartos, optando pelos casais mais novos e mais atraentes.

Ao jornalista, Foos também revelou alguns pormenores da sua própria vida sexual. Apenas perdeu a virgindade quando entrou para a marinha e tinha fantasias com a sua tia Katheryne. Anos mais tarde casou com uma enfermeira, Donna, e a relação acabou por tornar-se monótona, o que fez com que começasse a interessar-se pelo voyeurismo.

O medo de ser descoberto não demoveu Gerald Foos, que inicialmente não revelou a sua identidade ao jornalista devido aos seus "interesses profissionais". Em 1996 vendeu o hotel, mas apenas em 2013 deu autorização a Guy Talese para revelar a sua história.

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