Disney afasta PewDiePie com acusações de anti-semitismo

Em causa estão vídeos divulgados pelo youtuber mais bem pago do mundo. O sueco admite a controvérsia, mas nega apoiar qualquer tipo de ódio

A Disney cortou relações com o youtuber mais bem pago do mundo depois de este ter feito vários comentários antissemitas. A Maker Studios, empresa criada pela Disney para apoiar projetos na plataforma de partilha de vídeos, afirma que o sueco PewDiePie - cujo nome verdadeiro Felix Kjellberg - "foi longe demais".

"Embora ele tenha conseguido reunir seguidores por ser provocador e irreverente, neste caso foi claramente longe demais e os vídeos resultantes são inapropriados", explica um porta-voz da empresa ao Business Insider, referindo-se a pelo menos nove vídeos, publicados em 2016, com referências nazis.

O youtuber sueco, que no ano passado ganhou 14,2 milhões de euros e é acompanhado por mais de 53 milhões de subscritores, admite que o conteúdo a que a Disney se refere pode ser ofensivo, mas rejeita apoiar "qualquer tipo de atitudes de ódio".

Um dos vídeos criticados mostra dois indianos que são pagos através de crowdsourcing para segurarem um letreiro com a frase "morte a todos os judeus". A BBC cita Kjellberg, que justificou a rábula como uma forma de "mostrar como o mundo de hoje em dia é louco, especialmente alguns serviços online" e as pessoas "que aceitam dizer qualquer coisa por cinco dólares".

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