Diário de Notícias é o único diário generalista que sobe nas audiências

Dados do primeiro semestre do ano mostram que DN cresceu 5,4%. Também O Jogo mantém tendência positiva

O Diário de Notícias foi o único diário generalista português que não perdeu audiência. Os dados do Bareme Imprensa, ontem divulgados, mostram que, em relação aos dados homólogos, o periódico do Globalmedia Group, cresceu 2,6% e 5,4% em relação à última vaga. Com uma audiência média de 3,9%, o DN cresceu 0,2 pontos percentuais quando comparado com os dados da segunda vaga do Bareme de 2016, em que teve uma audiência média de 3,7%.Analisando os dados disponibilizados pela Marktest, verifica-se que o DN mantém a tendência de crescimento com 335 mil leitores, superando os resultados de 2016.

O diário líder de audiências, o Correio da Manhã, do grupo Cofina, com uma audiência média de 11,8% (menos 1,6 pontos percentuais se comparado com a última vaga de 2016 e menos 1,4 em relação à primeira), apresenta uma queda de 10,6% em relação ao período homólogo, representando a maior queda entre os generalistas em comparação com ambas as vagas de 2016.

Quem também não escapa à tendência decrescente é o Jornal de Notícias, também do Globalmedia Group, que registou uma audiência média de 9,4%, o que significa uma queda de 7,8% em relação a período homólogo.

Já o Público, diário do grupo Sonae, apresenta uma tendência de queda em relação a período homólogo, com menos1,9%, apesar de crescer 2,0% em relação à última vaga de 2016. O Jornal i, com uma audiência média de 1,0%, tem uma variação negativa de 7,8 por cento em relação ao período homólogo de 2016.

Olhando para os semanários, o Expresso, grupo Impresa, também apresenta uma tendência decrescente, com 5,7% de audiência média, menos 0,7 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, caiu 10,9%. Já o Sol, mantém a audiência média de 1,3% registada no segundo semestre de 2016, mas apresenta uma queda de 27,7% em relação a período homólogo.

Entre as revistas, a Visão lidera com 4,7% contra 3,0% da Sábado. A newsmagazine da Impresa desce 11,32% face à última vaga de 2016 e 6% em relação a período homólogo, com 405 mil leitores. Quanto à concorrente, do grupo Cofina, cresce 3,4% em relação à segunda vaga de 2016 mas desce 11,6% em relação a período homólogo.

Entre os desportivos, A Bola mantém a liderança alcançada na última vaga, mas em queda, com 8,1% de audiência média, menos 0,6 pontos percentuais. Feitas as contas, representa uma quebra de 3,5% em relação a período homólogo. Já o Record, com 7,4%% de audiência média, caiu 11,9% em relação ao período homólogo. O Jogo, terceiro entre os desportivos (do Globalmedia Group), apresenta uma tendência de crescimento, com um crescimento de 5,4% entre vagas e de 3,5% em relação ao mesmo período de 2016. Com cerca de 500 mil leitores, o desportivo apresenta o melhor resultado desde 2015.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?