As estreias, os regressos, os finais e as surpresas na Comic Con

Terminou este domingo, ao fim de cinco dias, a maior convenção da cultura pop, onde foram delineadas algumas das linhas do mapa da ficção televisiva para 2015-2016

Dezenas de novos trailers de séries revelados, cancelamentos, renovações, anúncio de reforços de elencos. A Comic Con, a mais importante convenção de cultura pop no mundo, e que terminou este domingo em San Diego, EUA, após cinco dias, não deixou os fãs de mãos a abanar no que toca a novidades da ficção televisiva.

A que mais buzz tem gerado é a participação de Rihanna - seguindo, de resto, os passos de Lady Gaga na aposta no pequeno ecrã - na quinta e última temporada de Bates Motel, a prequela de Psycho, de Hitchcock, e exibida por cá no TV Séries e Netflix. A cantora de Barbados irá interpretar Marion Crane e, assim, dar vida à icónica cena do seu assassínio no chuveiro, por Norman Bates. O produtor Carlton Cuse frisou na convenção que esta ideia já estava pensada há cinco anos e que Rihanna sempre foi a pessoa que imaginou para o papel.

No painel de A Guerra dos Tronos, nada foi dito sobre a próxima e sétima temporada - apenas o que já se sabia, que será mais curta e só estreará no verão. Já no de The Walking Dead, foi revelado o trailer da nova leva de capítulos, a data de estreia (23 de outubro) e ficou a promessa de um primeiro episódio "muito intenso", disse Greg Nicotero, criador dos efeitos especiais.

No que toca à ficção inspirada na banda desenhada, a Marvel captou as atenções durante a convenção. Por um lado, anunciou a atriz Brie Larson (que venceu há cinco meses o Óscar de Melhor Atriz Principal pelo filme Quarto) como a protagonista de Captain Marvel, filme que se estreará em 2019 e que será o primeiro da Marvel com uma super-heroína na liderança. Na TV, a empresa anunciou a renovação de Daredevil para uma terceira temporada e revelou o primeiro trailer de Luke Cage, protagonizado por Mike Colter, e imagens inéditas de Iron Fist. Ambas ainda não têm data de estreia mas estão a ser recebidas com expectativa por parte do público.

A Comic Con anunciou Katey Sagal e Jack McBrayer como reforços de A Teoria do Big Bang, Karen David em Era Uma Vez, Gabriel Luna em Agents of S.H.I.E.L.D., Stephen Amell em Arrow e Rick Springfield em Supernatural. No evento foram ainda renovadas séries como 12 Macacos, Vikings, Impratical Jokers, Powerpuff Girls, Wynnona Earp, Constantine e Preacher.

Nos remakes, os produtores da nova MacGyver frisaram que a série, que recentemente deu alguns passos atrás ao reorganizar o seu leque de atores - com a saída de uns e a entrada de outros -, irá "fazer jus à original", protagonizada por Richard Dean Anderson.

Já sobre 24: Legacy, que chega em fevereiro à Fox com um novo cabeça de cartaz e história, os responsáveis voltaram a deixar no ar a possibilidade de uma participação especial do agente Jack Bauer (Keifer Sutherland) na nova leva de episódios - "Tudo é possível", disse Evan Katz.

Quanto à minissérie Prison Break, que após uma ausência de seis anos regressa em 2017 com nove episódios e os seus criadores e atores originais, ficou a promessa de que o projeto será "mais maduro" do que as temporadas anteriores, "mas mantendo o ADN da série", contou o protagonista, Wentworth Miller.

Outro dos momentos que marcou a Comic Con foi a estreia de Benedict Cumberbatch no evento. O protagonista da série policial e dramática Sherlock, sobre o famoso detetive, disse aos fãs presentes na conferência alusiva à série, que a quarta temporada da trama será "a mais obscura de todas". "Vão deitar lágrimas. É uma montanha-russa de emoções", antecipou o ator sobre os três novos episódios, de hora e meia de duração cada, que chegam em 2017.

Para além desta edição internacional em San Diego, a Comic Con organiza várias convenções pelo mundo fora. Em Portugal, o evento regressa em dezembro, entre os dias 8 e 11, na Exponor, em Matosinhos.

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Patrícia Viegas

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Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.