Aliado de Trump acusa jornalista da Fox: "Você está fascinada com sexo"

Megyn Kelly, que tem longo historial de críticas a Trump, foi "enxovalhada" em direto por Newt Gingrich, mas não deixou de responder

Newt Gingrich, antigo presidente da Câmara dos Representantes dos EUA e apoiante de Donald Trump, deu uma entrevista peculiar à jornalista Megyn Kelly, da Fox News, que acabaria por terminar depois de o político republicano acusar a pivô de estar "fascinada com sexo".

Aconteceu no programa "The Kelly File", depois de Kelly trazer à entrevista a questão dos escândalos sexuais em que Trump está envolvido. Gingrich não gostou e a conversa subiu de tom, denunciando a atenção excessiva que a comunicação social tem dado às acusações feitas a Trump . E atacou mesmo a pivô: "Você está fascinada com sexo e não se preocupa com as políticas públicas".

Kelly não se deixou ficar e respondeu que estava fascinada apenas com a "proteção das mulheres" e a tentar perceber quem irão ter os americanos na Sala Oval da Casa Branca. Gingrich, por sua vez, quis saber porque não falava então dos casos de alegado abuso sexual que envolvem Bill Clinton, antigo presidente e marido da candidata republicana à Casa Branca, tendo a jornalista referido que já o tinha feito e sublinhando que não é Bill Clinton quem está em campanha eleitoral. "As sondagens mostram que o público americano está menos interessado nos assuntos do marido de Hillary Clinton do que nos assuntos do homem que lhes pede para fazerem dele presidente, Donald Trump", concluiu a pivô.

Kelly não quis discutir mais e deu a conversa por terminada, dizendo a Gingrich que podia "pegar nos seus problemas de raiva e tentar resolvê-los".

Megyn Kelly e Donald Trump estão em guerra desde agosto de 2015 quando, num debate ainda durante as eleições primárias do partido republicano, a apresentadora questionou o magnata sobre comentários sexistas que tinha feito. Trump não gostou e, na altura, deixou várias criticas à jornalista nas redes sociais, dizendo que Kelly tinha "sangue a sair-lhe dos olhos, a sair-lhe de todo o lado", entre outros comentários mais agressivos. Desde então, recusa-se a comparecer no programa de entrevistas da pivô.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.