Academia RTP procura novos guionistas nas universidades e politécnicos

A edição deste ano da Academia RTP, que procura encontrar e formar novos talentos do audiovisual, arranca a sua busca no Norte, em outubro, e depois em Lisboa, em universidades e institutos politécnicos. O guionismo e a escrita criativa são o tema

Na sua quarta edição, a Academia RTP troca a forma de encontrar novos talentos do audiovisual: em vez da habitual inscrição online e do estágio de nove meses, o projeto vai andar na estrada pelas universidades e institutos politécnicos à procura de "sangue novo", oferecendo módulos de formação contínua de três meses.

Este ano, o tema será o do guionismo, escrita criativa e produção e o arranque do roadshow acontece em outubro nos estabelecimentos do Porto, Aveiro e Braga e dois meses depois na Grande Lisboa. "Queremos que esta edição seja um upgrade das três edições anteriores, que era uma formação muito genérica. Desta vez, ela vai ser focada como forma de captura para estas áreas, que têm algum défice de profissionais. No fundo, vamos permitir que a Academia seja uma extensão da formação universitária", explica ao nosso jornal Mário Augusto, coordenador do projeto da estação pública que nasceu há cinco anos.

O apresentador da RTP adianta que os melhores alunos irão desenvolver e concretizar os seus próprios trabalhos, quer seja para TV, cinema ou outra plataforma, e ainda terão estágios garantidos em diversas produtoras. A Academia RTP conta este ano com um protocolo estabelecido com a Secretaria de Estado da Ciência e do Ensino Superior, o Conselho de Reitores e presidentes do IPPS-IUL. "Estamos a tentar juntar à Academia os players que têm importância na área de uma maneira em que eles também possam, ao estarem envolvidos, ser "olheiros" desses jovens", diz Mário Augusto.

O coordenador reforça que a aposta no guionismo para a edição da Academia RTP deste ano não se esgota na ficção. "Não tem que ser apenas ficção. A génese de um bom programa de televisão é o conceito por trás. Um bom filme, tem que ter sempre uma boa história. Mas quando vemos, por exemplo, um The Voice Portugal, é um formato estrangeiro que tem um guião por trás, tem alguém que o criou e desenvolveu. E é este o trabalho que tem que ser fomentado", remata Mário Augusto.

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