Disney corta laços com estrela do YouTube devido a conteúdos antissemitas

Investigação do Wall Street Journal revelou que PewDiePie, que ganha mais de 13 milhões de euros por ano, publicou nove vídeos com conteúdos antissemitas ou imagens nazis nos últimos seis meses

PewDiePie - aliás, Felix Kjelberg, um sueco de 27 anos - tem mais de 53 milhões de seguidores no seu canal do YouTube e transformou os seus vídeos satíricos num negócio lucrativo, que lhe rende mais de 13 milhões de euros por ano. Mas o humor por vezes cáustico desta estrela das redes sociais terá ido longe demais, com consequências que se antecipam duras para os seus rendimentos e popularidade.

Nos últimos seis meses, de acordo com uma investigação conduzida pelo The Wall Street Journal, PewDiePie publicou pelo menos nove vídeos com conteúdos antissemitas ou imagens associadas aos nazis. Um dos mais polémicos, com o título "Funny Guys", revela, aparentemente para surpresa do próprio sueco, dois rapazes em tronco nu que exibem um cartaz com a mensagem: "Death to all jews" (Morte a todos os judeus).

PewDiePie tinha uma importante parceria com a Maker Studios, da Disney, através do canal Revelmode. Mas depois desta investigação a empresa decidiu acabar com o entendimento: "Apesar de Felix ter criado seguidores por ser provocador e irreverente, claramente foi longe demais neste caso e os vídeos resultantes são inapropriados", disse uma porta-voz da empresa. "A Maker Studios tomou a decisão de acabar a nossa afiliação com ele de agora em diante".

Felix publicou um esclarecimento no seu blogue, explicando que os conteúdos em causa, em particular o referido vídeo com a mensagem antissemita, se destinavam apenas a demonstrar que "o mundo moderno é louco" e que as pessoas são "capazes de dizer qualquer coisa por cinco dólares", considerando "risível" que alguém acredite que seria apoiante de qualquer tipo de discriminação.

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