Vítimas do acidente mortal no Huambo são todas da organização feminina do MPLA

As cinco vítimas mortais provocadas pelo choque entre um autocarro de passageiros e uma viatura ligeira, ocorrido sábado na província do Huambo, centro de Angola, são todas da organização feminina do MPLA, partido no poder no país.

A informação foi confirmada pelo próprio partido, liderado por José Eduardo dos Santos, em comunicado enviado à Lusa, acrescentando que além das cinco vítimas mortais da Organização da Mulher Angolana (OMA), o acidente provocou ainda ferimentos em 27 pessoas.

"A dor da perda dessas militantes torna-se ainda mais acentuada, pelo facto de esta lamentável fatalidade ter ocorrido, precisamente, depois de terem participado, na cidade do Huambo, no ato central do dia da Mulher Angolana [02 de março]", refere a mensagem de condolências enviada hoje à Lusa pelo secretariado do Bureau Político do MPLA.

De acordo com informação anterior da Polícia Nacional de Angola, o acidente ocorreu na tarde de sábado, na Estada Nacional 350, no troço entre o Bailundo e o Huambo, com as autoridades a apontarem como principal causa da colisão a "falta de precaução" do condutor.

Trata-se do segundo acidente de viação grave, em Angola, no espaço de uma semana.

Na segunda-feira, 26 de fevereiro, o capotamento de um autocarro com fiéis que regressavam de uma peregrinação à província do Uíge, norte de Angola, provocou seis mortos e 25 feridos, de acordo com informações prestadas igualmente pela polícia angolana.

O acidente com o autocarro, que transportava 52 pessoas, fiéis da igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo, deu-se no troço da Estrada Nacional 140 no município de Samba Caju, província do Cuanza Norte, tendo os 25 feridos sido transportados inicialmente para o hospital local.

As vítimas, da chamada igreja Tocoísta, regressavam a Luanda em caravana, desde Ntaia, Maquela do Zombo (Uíge), onde milhares de pessoas participaram durante o fim de semana nas celebrações do centenário de Simão Toco, o líder fundador daquela congregação religiosa angolana.

A falta de prudência e a sonolência do motorista são motivos apontados pela polícia para explicar o acidente.

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