Vieira da Silva considera dados da pobreza "globalmente positivos"

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social considerou hoje que os dados sobre os níveis de pobreza em Portugal são "globalmente muito positivos", destacando que cerca de 100 mil portugueses deixaram de estar abaixo da linha de pobreza.

"Estes dados são globalmente muito positivos já que, apesar de ter evoluído em 3% o chamado limiar de pobreza, a percentagem de portugueses que está abaixo desse limiar caiu um ponto percentual, o que significa, mais ou menos, 100 mil portugueses", disse o ministro Vieira da Silva.

O governante, que falava aos jornalistas à entrada de uma reunião da Concertação Social, reagia aos dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que indicam que 17,3% das pessoas estavam em risco de pobreza em 2017, menos um ponto percentual do que em 2016.

O valor dos níveis de pobreza é "o mais baixo da série", afirmou o ministro do Trabalho, acrescentando que houve também uma redução "talvez ainda mais significativa dos indicadores da desigualdade".

Segundo disse, todos os indicadores da desigualdade "evoluíram positivamente", com destaque para aquele que se refere à relação entre o rendimento dos 10% mais ricos face ao rendimento dos 10% dos mais pobres.

"Essa relação era de 10 para 1 e passou para 8,9, ou seja, houve uma aproximação significativa, ainda que mantendo uma distância grande", sublinhou.

"Obviamente que Portugal continua a ter problemas de pobreza, principalmente problemas de desigualdade", mas os dados hoje divulgados "apontam no sentido de reforçar o nosso otimismo sobre a capacidade de coletivamente sermos um país mais coeso, mais igual, mais desenvolvido", afirmou o ministro.

O indicador que melhor contribui para reduzir as desigualdades e os níveis de pobreza "é a criação de emprego", explicou Vieira da Silva.

Já do lado da proteção social, o governante lembrou que há medidas em curso para reforçar a melhoria, como é o caso do reforço do abono de família para as crianças mais jovens (até aos 6 anos), uma vez que as famílias com mais crianças continuam a ser as que têm mais risco de ficarem abaixo do limiar da pobreza.

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