Venezuela: Ordenada prisão preventiva dos funcionários que detiveram presidente do parlamento

Um tribunal ordenou a prisão preventiva de 12 funcionários dos serviços secretos alegadamente envolvidos na detenção do presidente do parlamento, no domingo, numa autoestrada que liga Caracas a La Guaira (20 quilómetros a norte da capital), foi hoje anunciado.

"O Tribunal Sexto de Controlo da Área Metropolitana de Caracas decretou medida judicial preventiva de liberdade contra os funcionários adscritos ao Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional [SEBIN, serviços secretos] que privaram ilegitimamente de liberdade o deputado Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, enquanto viajava pela autoestrada", explica um comunicado do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo o STJ, "a decisão judicial foi produzida após realizar-se a audiência de apresentação dos funcionários, que foram acusados" de alegados "delitos de abuso de funções, privação ilegítima da liberdade e associação para cometer delito, previstos e sancionados na legislação venezuelana".

Os funcionários em questão vão ficar detidos na sede da Direção de Contrainteligência Militar (DGCIM, serviços secretos militares), em Caracas.

O presidente da Assembleia Nacional venezuelana, o opositor Juan Guaidó, esteve detido no domingo durante quase uma hora, pelos serviços secretos, quanto estava a caminho de uma reunião fora de Caracas, anunciou a sua mulher.

Um vídeo divulgado nas redes sociais dá conta do momento em que os funcionários, armados, intercetaram a viatura do deputado.

Juan Guaidó atribuiu a sua detenção ao "desespero" do Governo do Presidente, Nicolás Maduro, sublinhando que há uma rutura de comando nas forças de segurança.

"Em Miraflores [Palácio Presidencial] estão desesperados, não sabem quem dá as ordens (...). Estes funcionários não sabiam o que faziam", afirmou o presidente do parlamento, no qual a oposição detém a maioria.

Nesse mesmo dia, o ministro venezuelano de Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, anunciou a destituição dos agentes dos serviços secretos que participaram na detenção.

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