Vagos investe 1,3 milhões de euros em acessos por bicicleta à Zona Industrial

Vagos, Aveiro, 26 jun 2019 (Lusa) - Vagos vai investir até 2021 mais de 1,3 milhões de euros na construção de acessos por bicicleta à Zona Industrial, a partir de três pontos distintos do concelho, revelou hoje o presidente deste município.

"Este investimento na mobilidade ciclável, que é objeto de uma candidatura a fundos comunitários, vai facilitar o acesso e a circulação de trabalhadores e visitantes à Zona Industrial (ZI) de Vagos em condições de segurança e de respeito pelo meio ambiente", disse à Lusa Silvério Regalado, lembrando que a bicicleta é um meio de transporte tradicional na Bairrada e na Gândara.

A autarquia do distrito de Aveiro espera acrescentar mais 15 quilómetros de pistas à rede de mobilidade ciclável do concelho, que atinge atualmente os 19 quilómetros de extensão.

Os planos deste município do distrito de Aveiro passam pela construção, em 2020, de uma pista que partirá do centro da vila até à Zona Industrial, numa extensão de dois quilómetros. Para o mesmo ano está prevista a inauguração do troço entre o Centro Escolar da Gafanha da Boa Hora, junto à Praia da Vagueira, e a Zona Industrial, numa extensão de 5,2 quilómetros.

Em 2021 será feita a ligação por bicicleta para sul, até ao acesso à autoestrada A17, numa extensão de 4,5 quilómetros. Dentro da Zona Industrial serão ainda requalificados os 3,5 km da pista atual, que faz a ligação entre as diversas unidades industriais.

Silvério Regalado garante ainda que será feita a reparação e manutenção da rede atual, construída sobretudo entre 2013 e 2018, que representou um esforço financeiro a rondar os 900 mil euros.

"O perfil do concelho mudou muito nos últimos anos, com a captação de investimentos e a aposta em unidades industriais, mas faz sentido investir em mobilidade ciclável que permita o acesso por bicicleta aos trabalhadores", refere o autarca.

Dados oficiais confirmam que a matriz do concelho de Vagos sofreu uma mudança acelerada nos últimos anos, em parte devido a uma política agressiva de captação de investimentos, dentro e fora de fronteiras, conduzida por sucessivos executivos municipais.

Esta política de captação de investimentos nas mais diversas áreas (distribuição, tecnologia, energias renováveis, etc.) assenta no Plano Estratégico de Vagos, documento elaborado pela Universidade de Aveiro depois de uma consulta aos cidadãos destinada a selecionar as prioridades dos próximos 20 anos.

A economia foi escolhida pelos munícipes como a área de intervenção mais importante, tendo obtido o índice máximo (100) em todas as votações.

De concelho rural, caracterizado pelo minifúndio e pela agricultura de subsistência e que se destacava pela produção leiteira, Vagos passou, em pouco mais de uma década, a um concelho fortemente industrializado, apresentando em dezembro de 2017 um volume anual de negócios superior a 520 milhões de euros, gerados pelas 576 empresas com sede nessa altura no concelho.

No final de 2018, Vagos apresentava uma taxa de desemprego que era cerca de metade da média nacional.

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