UE "seriamente preocupada" com situação na Guiné Equatorial

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, manifestou-se hoje "seriamente preocupada" com as "restrições contínuas de liberdades e detenções" na Guiné Equatorial desde as eleições de novembro último.

"As restrições contínuas de liberdades e detenções, particularmente de opositores políticos, que ocorrem na Guiné Equatorial desde as eleições de novembro de 2017 representam uma séria fonte de preocupação", segundo um comunicado do Serviço de Ação Externa, liderado por Mogherini.

Até agora, salienta o comunicado, "mais de 130 pessoas foram dadas como arbitrariamente detidas", acrescentando que a morte de Ebee Ela - do partido da oposição Cidadãos pela Inovação -- "confirma a séria deterioração da situação dos direitos humanos no país" e apela a uma investigação rápida e adequada às causas da sua morte.

A chefe da diplomacia da UE recomenda ainda às autoridades de Malabo que façam progressos concretos nas recomendações da última Revisão Periódica Universal, lembrando que a próxima tem lugar no ano que vem e que, enquanto membro do Conselho de Segurança da ONU, o país deverá "dar todos os passos necessários para cumprir as suas obrigações internacionais relativamente aos direitos humanos e liberdades fundamentais",

Em 2014, a Guiné Equatorial tornou-se o nono membro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, sendo o português um dos três idiomas oficiais, a par do espanhol e do inglês.

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