Trabalhadores da limpeza de Almada em greve hoje contra novos horários

Almada, Setúbal, 13 mai 2019 (Lusa) -- Os trabalhadores da limpeza da Câmara de Almada estão hoje a efetuar uma greve contra os novos horários implementados, uma paralisação que se estende até sexta-feira e poderá ter impactos na limpeza urbana do concelho, no distrito de Setúbal.

A paralisação iniciou-se na quarta-feira, no turno das 22:30 às 05:30, e prolonga-se até sexta-feira, incluindo também piquetes de greve nos locais de trabalho, em frente aos estaleiros municipais de Vale Figueira Parque, na Sobreda, e em cinco secções de varredura espalhadas pelo concelho.

Segundo Pedro Rebelo, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL), a greve deve-se ao grande descontentamento pela "imposição" de novos turnos, que entraram em vigor na terça-feira.

No inverno os funcionários da limpeza urbana, responsáveis pela varredura e corte de ervas, trabalham das 08:00 às 16:00 e, no verão, das 07:00 às 13:00, em regime de jornada contínua, mas o executivo, liderado por Inês de Medeiros (PS), acrescentou mais um turno das 12:30 às 18:30.

Já os trabalhadores da recolha urbana trabalham em dois turnos rotativos, das 07:00 às 14:00 e das 22:30 às 05:30, mas a autarquia adicionou outro horário das 14:00 às 21:00.

Para o sindicalista, a decisão do município é "ilegal", uma vez que está a aplicar a adaptabilidade horária (efetuada apenas em caso de necessidade), uma medida que "só é possível implementar mediante um acordo coletivo e não há nenhum acordo coletivo estabelecido com o STAL".

Os funcionários já equacionam novas paralisações se a situação se mantiver e defendem o "reforço de meios técnicos e humanos", em vez da "imposição" de novos turnos, que condicionam a vida de cerca de 400 funcionários.

O tribunal arbitral decretou serviços mínimos para esta paralisação, ou seja, "20% do número total de efetivos", o que a autarquia justificou com o facto de ser uma altura quase de verão e de abranger o feriado municipal de Lisboa, prevendo-se uma "grande afluência às praias, a Cacilhas, ao Cristo Rei e à zona velha da cidade".

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