Sonae Capital reduz prejuízo para 5,1 ME no 1.º trimestre

Lisboa, 16 mai 2019 (Lusa) -- A Sonae Capital registou 5,1 milhões de euros de prejuízo no primeiro trimestre, uma melhoria de 3,6 milhões de euros (41,6%) em comparação com o período homólogo, foi hoje anunciado.

"O resultado líquido consolidado registou uma melhoria de 3,6 milhões de euros no primeiro trimestre de 2019, totalizando um valor negativo de 5,1 milhões de euros", indicou, em comunicado, a dona dos ginásios Solinca e Pump.

Entre janeiro e março, o volume de negócios das unidades de negócio situou-se em 39,1 milhões de euros, uma subida de 0,2% face ao primeiro trimestre de 2018, destacando-se o crescimento dos "negócios de Hotelaria, Fitness, Energia e das operações no Troia Resort".

No mesmo período, o volume de negócios da unidade de ativos imobiliários também aumentou 1,9% para 4,6 milhões de euros.

Por sua vez, o EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciação e amortização) das unidades de negócio totalizou 4,9 milhões de euros, uma subida homóloga de 7%.

"A unidade de Energia destacou-se com crescimentos expressivos em volume de negócios (+17,8%) e EBITDA (+9,2%) e o Fitness reportou um número médio de sócios ativos acima de 89 mil, a crescer 7,5% face ao primeiro trimestre de 2018, impulsionado quer pela cadeia Solinca, quer pela cadeia Pump", lê-se no documento.

A Sonae Capital "continuou a investir no seu desenvolvimento" no período de referência, tendo o investimento bruto ascendido a 11,9 milhões de euros.

A empresa tem em curso um investimento no negócio de Energia, no projeto de desenvolvimento de uma central de cogeração alimentada a biomassa, que totalizou 9,8 milhões de euros no primeiro trimestre.

"O ano de 2019 começou com diferentes níveis de concretização nos vários negócios do portefólio da Sonae Capital. Nos negócios de Energia e Fitness, com planos de criação de valor já comprovados e em que temos mostrado resultados de forma recorrente, continuámos a crescer. Em Energia, o contributo da operação de Renováveis permitiu melhorar de forma assinalável o desempenho face ao ano anterior. No entanto, estamos igualmente satisfeitos com os resultados da operação de cogeração, a nossa tecnologia de referência", disse, citado no documento, o presidente executivo da Sonae Capital, Miguel Gil Mata.

O responsável indicou que a dívida líquida financeira da empresa situou-se em 134,4 milhões de euros no final de março, mais 14,7 milhões de euros face ao final de 2018, "mantendo-se em níveis adequados", sendo sustentada por condições de financiamento favoráveis.

"Estou convicto de que estão reunidas as condições para que a Sonae Capital continue, ao longo dos próximos trimestres, a implementar de forma bem-sucedida a sua estratégia corporativa e a entregar resultados que evidenciem o valor que estamos empenhados em criar", concluiu.

Na sessão de hoje da bolsa, a Sonae Capital ficou inalterada em 0,86 euros.

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