Sindicato Independente dos Médicos favorável a mudanças na Emergência Médica

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) manifestou-se hoje favorável a mudanças na área da Emergência Médica, afirmando que há uma "campanha orquestrada de desinformação" sobre a carreira de Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH).

O SIM, em comunicado, contraria posições da Ordem dos Enfermeiros (OE) sobre a alegada intenção do Ministério da Saúde de querer atribuir a técnicos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) competências de médicos e enfermeiros.

Ao contrário, o SIM diz que é "positivo e fulcral" o avanço, e diz que a polémica e resistência à mudança é fruto de "desinformação", "interesses instalados" e "uma agenda corporativista" sem fundamente técnico e científico.

"É com preocupação que constatamos que é colocado em causa publica e juridicamente o trabalho da Ordem dos Médicos e do seu Conselho Nacional Executivo (que aprovou a formação e atuação dos TEPH em 2012 e novamente em 2018) por parte da Ordem dos Enfermeiros", diz-se no comunicado.

"O SIM opõe-se claramente a qualquer tentativa que possa visar travar esta evolução do Sistema de Emergência e substituir o atual modelo em vigor, baseado no Médico do CODU/ VMER e Helicóptero/ por um modelo baseado no Enfermeiro em Ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV)", adianta o sindicato dos médicos.

Entende o SIM, no comunicado, que o atual sistema de emergência médica, em que mais de 80% do socorro é feito por tripulantes de ambulância voluntários "com 210 horas de formação", deve ser substituído pela "profissionalização do socorro" e por uma rede de "profissionais devidamente treinados".

O plano formativo e atuações previstas dos TEPH tem vantagens como a profissionalização, o aumento da formação, a estrita supervisão, coordenação e formação por médicos, e "ganhos na saúde".

Mas o sindicato alerta que é preciso também um reforço do quadro médico do INEM e implementação de uma carreira médica no INEM, a contratação de médicos para os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), e o aumento da rede de Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER), entre outras medidas.

Garante ainda o SIM que os TEPH "não vão substituir de forma alguma médicos ou outros licenciados na emergência médica" mas sim "preencher um vazio nacional" que, por exemplo, levou a que no ano passado dezenas de queimados dos incêndios tivessem chegado às urgências "sem qualquer analgesia, em agonia e sofrimento".

Só no primeiro trimestre deste ano, diz o SIM, mais de 6.000 doentes que exigiriam presença médica não fora socorridos por médicos.

Em abril a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, escreveu aos autarcas de todo o país a alertá-los para mudanças na emergência médica por razões economicistas que iriam por em risco "a vida de todos".

A bastonária afirmava-se em choque com o que dizia ser a intenção de dar competências exclusivas de médicos e enfermeiros aos TEPH.

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