Seul diz que ainda não há agenda para a visita de Donald Trump à Coreia do Sul

Seul, 16 mai 2019 (Lusa) -- O Governo sul-coreano disse hoje que ainda não há formato ou agenda para a recém-anunciada visita do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Coreia do Sul no final de junho para discutir a questão nuclear norte-coreana.

Donald Trump vai reunir-se com o homólogo sul coreano Moon Jae-in durante a visita, que ainda não tem data, mas ocorrerá antes ou depois da viagem do Presidente dos Estados Unidos (EUA) a Osaka (Japão), onde se realiza em 28 e 29 de junho a cimeira dos líderes do G20.

"Não temos nenhuma informação a fornecer sobre questões como o formato e agenda da visita", disse o porta-voz presidencial sul-coreano Ko Min-jung em conferência de imprensa.

"Os dois líderes planeiam falar sobre as formas de estabelecer um regime permanente de paz através da desnuclearização da península e do fortalecimento da aliança entre a República da Coreia (nome oficial da Coreia do Sul) e os EUA", afirmou.

A Casa Branca confirmou na quarta-feira, que os presidentes dos EUA e da Coreia do Sul vão reunir-se em junho, em Seul, para discutir a questão nuclear norte-coreana, atualmente num impasse.

Este será o segundo encontro entre os dois chefes de Estado desde o fracasso da segunda cimeira entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em fevereiro, em Hanói, no Vietname.

Os dois líderes "vão prosseguir a coordenação estreita dos esforços para alcançar a completa e totalmente verificável desnuclearização da República Popular Democrática da Coreia", informou a Casa Branca, sem especificar uma data.

Além da Coreia do Norte, Trump e Moon " vão discutir formas de fortalecer a aliança EUA-Coreia do Sul e a amizade entre os dois povos", acrescentou a Casa Branca na mesma nota.

Eleito há dois anos, Moon, que sempre defendeu o diálogo com a Coreia do Norte, foi um dos grandes responsáveis pela aproximação entre as Coreias desde o ano passado e por um clima de desanuviamento das tensões internacionais em relação ao regime norte-coreano, que possibilitou mesmo duas cimeiras históricas entre Trump e Kim.

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