Sete mortos na Caxemira em confrontos entre Paquistão e Índia

Pelo menos sete pessoas morreram nas últimas horas em confrontos entre o Paquistão e a Índia na Caxemira, incluindo três soldados e um aldeão paquistanês, uma mulher, uma criança e um membro das tropas paramilitares indianas, anunciaram hoje as autoridades.

Estas mortes ocorrem num período de grande tensão entre os dois países, desencadeada por um atentado suicida que matou 40 soldados indianos na Caxemira indiana em fevereiro.

As forças armadas do Paquistão disseram que as tropas indianas atacaram as suas posições militares na cidade fronteiriça de Rakhchakri, na parte da Caxemira controlada pelo Paquistão, na noite de segunda-feira.

Juntamente com os três soldados mortos, um quarto ficou ferido, disse o exército do Paquistão, acrescentando que os soldados paquistaneses "responderam de forma eficaz" ao ataque indiano.

O confronto também provocou a morte um aldeão paquistanês de 70 anos numa área remota de Niaza Per, na segunda-feira à noite, segundo o polícia paquistanês Waheed Qureshi.

Na Índia, o exército acusou as tropas paquistanesas de dispararem morteiros e armas leves na segunda-feira ao longo da fronteira, na chamada Linha de Controlo, altamente militarizada, atingindo o setor de Poonch, na Caxemira controlada pela Índia.

O exército indiano disse que as suas tropas retaliaram o ataque paquistanês.

O polícia indiano M.K. Sinha disse que um oficial paramilitar indiano, uma mulher e uma rapariga foram mortos e pelo menos 18 civis e cinco soldados ficaram feridos.

Os disparos transfronteiriços recomeçaram na manhã de hoje, após uma breve pausa, disse Sinha.

Dias depois do atentado suicida de 14 de fevereiro na Caxemira indiana, a Índia lançou um ataque aéreo dentro do Paquistão, afirmando que visava militantes do grupo militante paquistanês Jaish-e-Mohammed, que havia reivindicado a responsabilidade pelo atentado.

O Paquistão retaliou e disse que derrubou dois aviões da força aérea indiana. Um piloto indiano foi capturado e depois libertado e devolvido à Índia, num aparente sinal de alívio da tensão na região.

O Paquistão declarou que Washington, Moscovo, Pequim e Riade ajudaram a evitar mais confrontos, mas a tensão entre os dois países permaneceu.

Islamabad afirmou mais tarde que nenhum paquistanês estava ligado ao ataque e que Jaish-e-Mohammed não tinha campos de treino dentro do Paquistão.

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