Secretária executiva da CPLP considera presidência brasileira "muito positiva"

A secretária executiva da CPLP considerou hoje "muito positiva" a presidência rotativa do Brasil, que tem criado "propostas concretas" para atingir os objetivos do desenvolvimento sustentável, definido pela agenda 2030 da ONU.

Maria do Carmo Silveira falava à Lusa antes da reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Brasília.

"Creio que o Brasil tem estado a exercer de forma muito positiva o seu papel de presidente de turno da CPLP", inicado após a XI cimeira da organização, em Brasília, no final do ano passado, afirmou.

Maria do Carmo Silveira também destacou que o lema escolhido pelo Brasil, desenvolvimento sustentável, tem gerado propostas concretas de colaboração entre os Estados-membros.

"O Brasil tem uma estratégia, criou um sistema de governação para atingir os objetivos da agenda 2030 [plano da Organização das Nações Unidas em prol do desenvolvimento sustentável] que é uma experiência que pode ser aproveitada por todos os membros" da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, disse.

"Por iniciativa do Brasil, criámos [na CPLP] uma rede de pontos focais em cada um dos países para tratar destas questões da agenda 2030 (...) O Brasil e Portugal, entre os Estados da CPLP, acabaram de apresentar em Nova Iorque relatórios da implementação desta agenda e acho que isto, por si só, demonstra o compromisso do Brasil nesta agenda", sublinhou a secretária da CPLP.

Sobre a ausência de chanceleres de Angola, Timor Leste, Moçambique, Guiné-Bissau e Guiné Equatorial na reunião, Maria do Carmo Silveira entendeu ter existido um desencontro de datas.

"Uma das razões pode ser que o convite [para a reunião] chegou um pouco tarde. Os convites foram distribuídos há duas semanas e, naturalmente, alguns ministros dos Negócios Estrangeiros não puderam vir", afirmou.

A responsável lembrou que os chefes da diplomacia do Brasil, Portugal, Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe vão estar presentes na reunião.

"Virá o vice-ministro de Timor Leste, virá a secretária de Estado de Angola, um secretário da Guiné Equatorial. É verdade que gostaríamos que todos os ministros estivessem presentes, mas avaliamos que o nível dos representantes presentes é satisfatório", concluiu.

A CPLP completou 21 anos nesta semana e integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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