São Tomé e Japão assinam protocolo de ajuda alimentar no valor de 2 MEuro

O governo são-tomense e do Japão assinaram hoje um protocolo de apoio à ajuda alimentar em donativos de arroz, avaliado em cerca de dois milhões de euros.

Trata-se da ajuda alimentar referente ao ano de 2017, mas o arroz só deverá chegar ao país no final deste ano.

"Essa ajuda alimentar consiste, por um lado, em aligeirar a dificuldade alimentar em São Tomé e Príncipe e, por outro, contribui para garantir a segurança alimentar através da venda no mercado local do arroz ofertado a um preço preferencial", disse o embaixador nipónico Masaaki Sato.

O diplomata recordou que a segurança alimentar "é um elemento essencial para a estabilidade socioeconómica de um país", pelo que o Japão assumiu há cerca de 20 anos o compromisso de "fornecer regularmente uma ajuda alimentar de arroz ao povo são-tomense para assegurar um desenvolvimento estável e um crescimento económico durável".

Atualmente os armazéns estatais não têm arroz e é recorrente o donativo japonês chegar ao país com algum atraso.

O protocolo assinado hoje contempla 3.105 toneladas de arroz, que o governo são-tomense diz que só chegarão ao país no final deste ano e a sua comercialização iniciar-se-á em 2019.

O ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades "expressou profunda gratidão" do seu governo às autoridades nipónicas pela ajuda "que permitirá regular a provisão de arroz no mercado nacional".

Urbino Botelho referiu que a ajuda alimentar japonesa ao seu país tem igualmente "outra importância" porquanto, com o produto da venda, gera-se o fundo de contrapartida para financiar projetos de caráter social.

Nesse âmbito, referiu que nos últimos três anos o Governo utilizou verbas dos fundos gerados pelas ajudas anteriores para construir duas centrais de produção de oxigénio medicinal nos hospitais em São Tomé e na ilha do Príncipe, reabilitar escolas, aquisição de móveis escolares e apoiar a Comissão Eleitoral Nacional para a realização de um recenseamento eleitoral de raiz.

Urbino Botelho comunicou ao embaixador japonês que este ano o executivo são-tomense vai utilizar o fundo para outras atividades, incluindo a realização das eleições legislativas, autárquicas e regional da ilha do Príncipe que deverão ter lugar em outubro deste ano.

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