Obras de alargamento do aeroporto de São Tomé podem demorar quatro anos

São Tomé, 18 abr 2019 (Lusa) - As obras de ampliação da pista e requalificação do aeroporto de São Tomé podem durar quatro anos porque vão decorrer em simultâneo com a infraestrutura em funcionamento, disse hoje aos jornalistas o adido comercial da embaixada da China.

"Provavelmente vamos iniciar no princípio do próximo ano, o nosso governo já tem financiamento garantido e um projeto desta dimensão vai durar um pouco, talvez quatro anos, porque para executar vai ser em simultâneo com o tráfego normal", disse o conselheiro económico e comercial da embaixada da China na capital são-tomense, Gao Giabao.

Uma missão chinesa encarregada da obra e autoridades são-tomenses fizeram hoje a apresentação do projeto que inclui o prolongamento da pista em mais 600 metros, metade dos quais sobre o mar, cujo montante não foi divulgado.

"Vamos avançar com passos firmes, estamos ainda a concluir os estudos de viabilidade, vamos lançar o concurso e poder iniciar as obras no princípio do próximo ano", disse Gao Giabao.

O primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, que participou no ato de apresentação do investimento de ampliação e requalificação do aeroporto internacional de São Tomé e Príncipe, disse que já pediu às autoridades chinesas para "apressar a concretização deste projeto", devido à sua natureza estratégica para a economia do país.

"Nós atribuímos muita importância a projetos estruturantes como este, ultimamente estive na China e pedi às autoridades chinesas que nos ajudassem a apressar a concretização destes projetos", disse Jorge Bom Jesus.

Com estas obras concluídas, a pista do aeroporto de São Tomé passará a ter 2800 metros que, segundo o chefe do executivo, é "suficiente para receber aviões de grande porte".

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.