Número de rinocerontes abatidos recua pelo terceiro ano consecutivo na África do Sul

O número de rinocerontes mortos por caçadores furtivos na África do Sul recuou, em 2018, pelo terceiro ano consecutivo, com 769 animais abatidos, revelou hoje o ministério do Ambiente.

No ano passado, foram vítimas de tráfico de animais 769 rinocerontes, contra os 1.028 registados em 2017, precisou o ministério, adiantando que, pela primeira vez em cinco anos, este número ficou abaixo da barreira das 1.000 mortes.

"Esta baixa não reflete apenas o sucesso da estratégia de luta contra a caça furtiva, mas confirma também o compromisso no combate pela proteção da espécie", congratulou-se a ministra do Ambiente sul-africana, Nomvula Mokonyane.

A África do Sul abriga 80% da população mundial de rinocerontes brancos, que são alvo dos caçadores furtivos devido ao valor dos seus cornos no mercado ilegal.

Compostos por queratina, matéria idêntica à que compõe as unhas, são muito procurados na Ásia, onde a medicina tradicional lhe atribui virtudes terapêuticas.

A procura disparou nos últimos anos e alimenta um importante fluxo de tráfico a partir de África.

No mercado negro, o quilograma de corno de rinoceronte pode ir até aos 55 mil euros.

Um total de 365 suspeitos de caça furtiva foram detidos em 2018 na África do Sul, bem como 36 suspeitos de tráfico, segundos estatísticas oficiais.

Pelo menos 78 dos 82 processos judiciais por caça furtiva resultaram em condenações.

"A luta contra a caça furtiva continua uma prioridade", assegurou a ministra.

"Mesmo que os dados de 2018 sejam encorajadores, é essencial prolongar os esforços", acrescentou.

Por outro lado, as autoridades lamentaram que o tráfico de marfim tenha aumentado no ano passado no país, com 72 elefantes mortos.

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