Novo julgamento no Irão para advogada dos direitos humanos Nasrin Sotudeh

A advogada iraniana Nasrin Sotudeh, conhecida militante dos direitos humanos detida em Teerão, será julgada novamente a 23 de dezembro, indicou hoje o seu advogado à agência oficial Irna.

Sotudeh, 55 anos, foi detida em junho, tendo sido dito que um tribunal revolucionário de Teerão a tinha condenado a cinco anos de prisão "à revelia" por acusações de espionagem.

O seu advogado, Payam Derafshan, indicou em agosto que a pena foi aplicada muito tempo depois de ter sido pronunciada e após Sotudeh ter defendido mulheres que se manifestaram no início do ano contra o uso do véu, obrigatório no Irão desde a revolução islâmica de 1979.

A acusação contra ela neste novo julgamento, novamente perante um tribunal revolucionário de Teerão, não foi especificada.

Nasrin Sotudeh foi galardoada em 2012 com o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento do Parlamento Europeu.

O seu marido, Reza Khandan, também foi detido e acusado em setembro de conspiração contra a segurança nacional, propaganda contra o Estado e contra o código de vestuário da República Islâmica.

Sotudeh já passou três anos na prisão, de 2010 a 2013, por "atividade contra a segurança nacional" e "propaganda antirregime", após ter defendido opositores detidos durante as manifestações de 2009 contra a reeleição do presidente ultraconservador Mahmud Ahmadinejad.

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