Wall Street fecha em alta ligeira depois de conhecida posição prudente da Fed

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em ligeira alta depois de uma sessão com hesitações dos investidores, após a divulgação de uma ata que confirmou a posição prudente do banco central norte-americano, a Reserva Federal (Fed).

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average valorizou 0,24%, para os 25.954,44 pontos, e o alargado S&P500 avançou 0,18%, para os 2.784,70.

Já o tecnológico Nasdaq teve um avanço mais reduzido, de 0,03%, para as 7.489,07 unidades.

"Os investidores mexeram-se pouco, como se estivessem a fazer uma pausa, à espera do que vai resultar das negociações comerciais" sino-norte-americanas, avançou Karl Haeling, da LBBW.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, reafirmou na terça-feira que o prazo de 01 de março, fixado pelos Estados Unidos da América para começarem a aplicar taxas alfandegárias suplementares sobre as importações provenientes da China se não houver acordo até lá, "não é uma data mágica". Mas pouca informação foi hoje divulgada das negociações em curso em Washington.

Em outra frente, Trump ameaçou aplicar novas tarifas alfandegárias às importações de viaturas europeias, se as negociações entre Washington e Bruxelas não resultarem num novo acordo comercial.

A divulgação da ata da última reunião da comissão de política monetária da Fed (FOMC, na sigla em inglês) "representou um não-acontecimento", na opinião de Haeling. Bem entendido que as cotações flutuaram depois da sua divulgação, mas acabaram por retornar aos níveis iniciais.

A Fed efetuou, nesta reunião de 29 e 30 de janeiro, uma alteração de posição e decidiu fazer uma pausa no movimento de subida das taxas de juro.

As atas hoje divulgadas confirmaram que a Fed passou a preconizar "paciência" antes de uma nova ação sobre as taxas de juro.

Vários membros do FOMC reconheceram que "ainda não é claro que tipo de ajustamento [nas taxas de juro] será apropriado durante o ano".

Alguns pensam que as taxas de juro devem ser elevadas "apenas se a [taxa de] inflação aumentar", enquanto outros que se deve fazê-lo quando se confirmar que a economia está a evoluir como previsto.

De forma geral, "o mercado acionista parece querer subir, nem que seja pela razão simples que vários investidores ainda têm muita liquidez para investir", estimou Haeling.

"Dada a ausência de notícias catastróficas, como uma recessão ou a suspensão por Trump das negociações comerciais com a China, os índices devem continuar a subir", previu.