Venezuela: Prolongada suspensão de atividades escolares e laborais devido a apagão

O Presidente venezuelano prolongou por 24 horas a suspensão de atividades laborais e escolares, devido ao apagão que as autoridades dizem ter sido provocado por um "ataque terrorista" e que desde segunda-feira tem deixado o país parcialmente às escuras.

O anúncio foi feito pela vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, através da sua conta na rede social Twitter.

"Continuamos a trabalhar na restituição do serviço elétrico sob a direção do Presidente Nicolás Maduro que, avaliando o alcance dos danos ocasionados por este ataque terrorista e para facilitar os trabalhos, prorrogou a suspensão das atividades escolares e laborais este 27 de março", informou.

Na Venezuela, persistem apagões parciais em zonas da cidade de Caracas e nos Estados de Zúlia, Bolívar, Anzoátegui, Carabobo, Maracay, Arágua, Mérida, Táchira, Lara, Trujillo e Vargas.

Nas localidades venezuelanas onde já foi restabelecida a energia elétrica, os utilizadores queixam-se de que a eletricidade apresenta oscilação de voltagem.

As falhas de eletricidade têm dificultado as comunicações e o serviço de internet.

O apagão, que começou pelas 11:00 locais (15:00 em Lisboa) de segunda-feira em várias zonas do sudoeste da Caracas, estendeu-se a outras zonas, sendo que duas horas mais tarde a cidade ficou toda às escuras, constatou a agência Lusa.

Num comunicado, o Governo venezuelano explicou que na segunda-feira o Sistema Elétrico Venezuelano (SEV) foi alvo de dois ataques terroristas, um deles um incêndio na barragem de El Guri, a principal do país.

Na Venezuela são cada vez mais frequentes e prolongadas as falhas de fornecimento de eletricidade, chegando a afetar a totalidade do território.

O Governo atribui as falhas a atos de sabotagem de opositores apoiados pelo Estados Unidos, enquanto que a oposição acusa o regime de não fazer os investimentos necessários no setor e tem denunciado, desde há vários anos, falhas na manutenção e ausência de peças de reparação.

Desde 2005 que engenheiros elétricos alertam que o país poderia registar um apagão geral devido às condições precárias do sistema.

Entretanto, segundo a imprensa local, devido à crise política, económica e social, centenas de empregados da Corporação Elétrica Nacional da Venezuela (Corpoelec) abandonaram o país à procura de melhores condições no estrangeiro.

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