Venezuela: Governo pede a Papa Francisco para mediar diálogo com oposição

Caracas, 02 jul 2019 (Lusa) - O ministro venezuelano de Relações Exteriores, Jorge Arreaza, convidou hoje, em nome do Presidente Nicolás Maduro, o Papa Francisco para assumir mediar novas tentativas de diálogo com a oposição.

"Chova, troveje ou relampagueie, insistiremos teimosamente na via do diálogo", disse Jorge Arreaza, durante uma intervenção na Casa Amarilla, em Caracas, onde funciona o seu gabinete.

Segundo o chefe da Diplomacia da Venezuela, Nicolás Maduro "vai insistir mil vezes no diálogo".

"Estendemos o convite ao Papa Francisco para que se junte a qualquer forma de facilitação do diálogo", sublinhou.

O ministro frisou ainda que na Venezuela está em curso uma luta pelos recursos do país e que Caracas se manterá firme pela via do diálogo "com o mecanismo de Oslo (Noruega), apesar dos golpes de Estado, agressões e da pressão internacional dos Estados Unidos".

A oposição já reagiu à posição do Governo, mas condiciona uma nova tentativa de aproximação ou diálogo com o Executivo ao cumprimento de objetivos.

"Se está perto ou não, vai depender dos avanços que tenhamos com relação aos objetivos que tem toda a Venezuela, que é sair desta tragédia", disse Juan Guaidó, presidente do parlamento e autoproclamado Presidente interino do país.

Em declarações aos jornalistas defendeu que "o regime está cada vez mais só, isolado".

"Quando se aproximar uma solução para a crise, para a tragédia que estamos vivendo, seja no espaço que for, na mediação com o reino da Noruega, na facilitação do Grupo de Contato Internacional, na pressão diplomática pelo Grupo de Lima, na pressão e proteção dos ativos pelos Estados Unidos, o informaremos", disse.

O líder da oposição insistiu que para haver uma nova ronda de negociações é necessária a criação de condições que a facilitem, precisando que "o momento é de exigir, de avançar".

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.