Venezuela: Governo brasileiro tem 200 toneladas de alimentos para doar a venezuelanos

O Governo brasileiro tem 200 toneladas de alimentos armazenados para ajuda humanitária à Venezuela, informou hoje o porta-voz do executivo brasileiro, Otávio de Rêgo Barros.

"As doações serão transferidas em camiões venezuelanos de Pacaraima [cidade brasileira que faz fronteira com a Venezuela] e de lá seguirão para a Venezuela", declarou o porta-voz.

Rêgo Barros afirmou ainda que a operação de entrega de ajuda humanitária não terá uma data prevista para ser concluída: "A operação terá início este sábado e se estenderá por mais alguns dias, ainda sem previsão de término", declarou.

As 200 toneladas de alimentos armazenados em território brasileiro, prontos a serem doados, englobam produtos como arroz, feijão, café, leite em pó, açúcar e sal.

O porta-voz do Governo frisou ainda que a ação em causa é de caráter "exclusivamente humanitário" e garante não haver "nenhum interesse" do Brasil em atuar de outra forma.

Dados do executivo brasileiro dão conta de que cerca de 800 cidadãos venezuelanos cruzaram a fronteira para o lado brasileiro na quinta-feira.

O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ordenou o encerramento, na quinta-feira, da fronteira do país com o Brasil, admitindo fazer o mesmo na fronteira com a Colômbia.

Horas depois, o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, ordenou que se mantenha aberta a fronteira com o Brasil.

Num "decreto presidencial", divulgado na sua conta oficial do Twitter, Guaidó pede aos "órgãos do poder público responsáveis pelos assuntos em questão" que executem o necessário "para manter aberta a fronteira com o país irmão".

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um Governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceu Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

A repressão dos protestos antigovernamentais desde 23 de janeiro provocou já 40 mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.

Cerca de 3,4 milhões de pessoas já deixaram a Venezuela desde o início da atual crise política e económica no país e, só em 2018, 5.000 venezuelanos saíram por dia, anunciaram hoje as Nações Unidas.

Na Venezuela residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

Exclusivos

Premium

Crónica de Televisão

Os índices dos níveis da cadência da normalidade

À medida que o primeiro dia da crise energética se aproximava, várias dúvidas assaltavam o espírito de todos os portugueses. Os canais de notícias continuariam a ter meios para fazer directos em estações de serviço semidesertas? Os circuitos de distribuição de vox pop seriam afectados? A língua portuguesa resistiria ao ataque concertado de dezenas de repórteres exaustos - a misturar metáforas, mutilar lugares-comuns ou a começar cada frase com a palavra "efectivamente"?

Premium

Margarida Balseiro Lopes

O voluntariado

A voracidade das transformações que as sociedades têm sofrido nos últimos anos exigiu ao legislador que as fosse acompanhando por via de várias alterações profundas à respetiva legislação. Mas há áreas e matérias em que o legislador não o fez e o respetivo enquadramento legal está manifestamente desfasado da realidade atual. Uma dessas áreas é a do voluntariado. A lei publicada em 1998 é a mesma ao longo destes 20 anos, estando assim obsoleta perante a realidade atual.