Venezuela e relações com África na agenda da "rentrée" dos MNE da UE

A Venezuela volta a constar hoje da agenda da reunião de "rentrée" dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, que na terça-feira se encontram com os seus homólogos da União Africana, em Bruxelas.

Na sua primeira reunião do ano, os chefes de diplomacia da UE, entre os quais o ministro Augusto Santos Silva, vão voltar a discutir a situação na Venezuela -- tema recorrente ao longo dos últimos meses -, menos de duas semanas após Nicolas Maduro ter sido empossando para um segundo mandato presidencial, numa cerimónia na qual os 28 não se fizeram representar.

De acordo com a agenda do Conselho, os chefes de diplomacia da UE vão focar-se nos últimos desenvolvimentos no país, e a Alta Representante para a Política Externa, Federica Mogherini, que presidirá à reunião, dará conta aos ministros do trabalho exploratório em curso com vista a constituir um grupo internacional de contacto que possa ajudar a criar as condições para um processo político credível.

Também hoje, os 28 vão também fazer um ponto da situação sobre a implementação do Plano de Ação contra a Desinformação, publicado em dezembro passado pela Comissão Europeia, focando-se nos aspetos externos do combate da UE às chamadas "fake news".

Na terça-feira, haverá então lugar a uma reunião entre ministros dos Negócios Estrangeiros da UE e da União Africana, na qual "será assegurado o seguimento da V Cimeira UA-UE", realizada em Abidjan em novembro de 2017.

"Os ministros debaterão o futuro da cooperação entre as duas regiões, abordando três temáticas-chave: paz, segurança e governação; comércio, investimento e integração económica; e multilateralismo", indica uma nota divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Esta é a primeira reunião ministerial UE-África entre cimeiras, estando confirmada a presença, entre outros, dos ministros dos Negócios Estrangeiros de Angola, Manuel Augusto, e da Guiné-Bissau, João Ribeiro Có.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

O Banco de Portugal está preso a uma história que tem de reconhecer para mudar

Tem custado ao Banco de Portugal adaptar-se ao quadro institucional decorrente da criação do euro. A melhor prova disso é a fraca capacidade de intervir no ordenamento do sistema bancário nacional. As necessárias decisões acontecem quase sempre tarde, de forma pouco consistente e com escasso escrutínio público. Como se pode alterar esta situação, dentro dos limites impostos pelas regras da zona euro, em que os bancos centrais nacionais respondem sobretudo ao BCE? A resposta é difícil, mas ajuda compreender e reconhecer melhor o problema.