União Europeia quer parceria alargada com São Tomé e Príncipe

A União Europeia (EU) quer estabelecer uma "parceria alargada" com São Tomé e Príncipe, que inclui o novo parceiro bilateral do arquipélago, a China Popular, defendeu hoje o embaixador Helmut Kulitz.

"Discutimos a possibilidade de haver uma parceria alargada que poderá criar sinergias e maximizar os esforços em benefício do progresso de São Tomé e Príncipe", disse Helmut Kulitz, considerando que a inclusão da China poderá "reforçar a parceria que já existe entre São Tomé e Príncipe e a União Europeia", considerando que a China "é um parceiro bastante importante, bastante poderoso".

O responsável da União Europeia disse que esta parceria alargada não precisa ser necessariamente formalizada, explicando que "não se deve pensar numa parceria formalizada entre os três, mas uma coisa é clara: existem parceria de longa data, parcerias tradicionais de São Tomé e Príncipe, União Europeia e outras instituições internacionais".

"Agora há um novo parceiro, eu creio, convergimos todos no mesmo desejo, o mesmo princípio que é o de ver São Tomé e Príncipe progredir, avançar, fazer progressos na via do desenvolvimento e da prosperidade", disse.

"Por conseguinte, é na base disso que queremos efetivamente criar sinergias e essa parceria não precisa ser forçosamente formalizada, mas podemos trabalhar estreitamente juntos. É isso a nossa visão de como podemos caminhar em frente agora, é essa a real oportunidade para o país", acrescentou.

A União Europeia e São Tomé e Príncipe reuniram-se nas instalações do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidade para abordar a situação económica, política e social do país e a parceria externa são-tomense que hoje já inclui a Republica Popular da China.

O encontro ocorre poucos dias depois de o primeiro-ministro são-tomense ter regressado de uma visita de trabalho à China e anunciar um donativo de 146 milhões de dólares (133,9 milhões de euros) de Pequim para projetos de infraestruturas durante os próximos cinco anos.

"É uma visita bastante importante, uma visita que terá um impacto sobre a cooperação da União Europeia e os Estados-membros e São Tomé e Príncipe. Quando eu digo impacto, quero precisar que desejamos que seja um impacto muito positivo", sublinhou o embaixador da UE.

A reunião que se realizou no âmbito do diálogo politico entre as duas partes demorou mais de quatro horas. O Governo estava representado pelo primeiro-ministro Patrice Trovoada e os ministros dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Urbino Botelho, e das Infraestruturas, Recursos Naturais e Meio Ambiente, Carlos Vila Nova.

A União Europeia estava, por seu lado, representando pelo embaixador Helmut Kulitz, os embaixadores de Portugal, Luís Gaspar da Silva, e de Espanha, Henrique Aforey, bem como o representante da secção política da União Europeia em Libreville.

Urbino Botelho disse por seu lado que este encontro foi uma oportunidade para "fazer uma abordagem exaustiva" sobre a relação do seu país com a União Europeia, incluindo as questões dos direitos humanos.

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