UGT/Açores quer novo modelo económico e pede defesa de postos de trabalho na Cofaco

A UGT/Açores advogou hoje que "está na hora" de haver um "novo modelo de desenvolvimento económico" na região, declarando que a situação na conserveira Cofaco, onde cerca de 180 trabalhadores serão despedidos, tem de ser revertida.

"Pelo relevante papel e importância que esta empresa tem no desenvolvimento económico e social do Pico e da região, e dentro da matriz do diálogo e concertação social que nos caracteriza, a UGT/Açores vai solicitar uma reunião com a administração desta empresa com vista a inteirar-se da real situação existente e das perspetivas que a mesma tem para o futuro da empresa e dos respetivos trabalhadores", diz a central sindical em texto enviado esta tarde às redações.

A UGT sustenta que "está na hora" de o Governo Regional, os partidos e os parceiros sociais "se empenharem de uma vez por todas" na "adoção dum novo modelo de desenvolvimento económico assente na criação e modernização" do "tecido produtivo regional gerador de riqueza e emprego" nos Açores.

No que refere à Cofaco, a central sindical diz ainda ter "total solidariedade" com os quadros da empresa "nas formas de protesto e de luta que adotarem na defesa dos respetivos postos de trabalho".

Hoje, dezenas de trabalhadoras da Cofaco, na ilha do Pico, apanharam o barco e deslocaram-se até à ilha do Faial, onde tinham à espera o líder da CGTP e se manifestaram em frente ao parlamento açoriano.

À chegada à cidade açoriana da Horta, na ilha do Faial, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, aguardava as trabalhadoras e juntou-se num plenário que aprovou os próximos passos da luta em defesa dos postos de trabalho.

A administração da conserveira anunciou na semana passada que iria avançar com o despedimento coletivo de cerca de 180 trabalhadores que desempenham funções na unidade fabril da vila da Madalena, na ilha do Pico, apesar de manifestar a intenção de construir uma nova fábrica, no mesmo local.

Na sequência da decisão, o presidente do Governo Regional dos Açores lembrou já que o executivo açoriano "não se pode substituir" à conserveira Cofaco, empresa privada.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?