Transportadores de mercadorias e GASNAM pedem apoios públicos para transição energética

A associação de transportadores de mercadorias e a associação ibérica de gás natural defenderam hoje que são necessários apoios públicos, semelhantes aos que são concedidos em Espanha, para fazer face às necessidades de transição energética.

"As empresas de logística e transportes portuguesas encontram-se [...] numa situação de desvantagem concorrencial face às congéneres espanholas, não tendo, até ao momento, tido apoios relevantes do Estado português para fazer face às necessidades de transição energética atual e às imposições previstas na regulamentação europeia", defenderam, em comunicado, a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e a Associação Ibérica de Gás Natural e Renovável para a Mobilidade (GASNAM).

Assim, as associações defendem "a efetivação de incentivos à transição energética da frota de transportes pesados de mercadorias, com uma aproximação ao que é praticado em Espanha", sendo "determinante para a adoção de soluções mais sustentáveis", garantindo "a capacidade concorrencial das empresas portuguesas no mercado europeu de logística de transportes".

A ANTRAM e a GASNAM consideram que "a transição para o gás natural de uma parte significativa da frota de transporte profissional corresponde ao desenvolvimento necessário para uma economia de baixo carbono e cria as condições para a implementação do gás renovável e de outros combustíveis avançados na mobilidade de forma sustentada e sustentável, de modo a cumprir com os objetivos do Plano Nacional de Energia e Clima e das diretivas europeias".

De acordo com as associações, os apoios solicitados passam também pela abertura de avisos de concursos no âmbito das medidas previstas no Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR).

Para a ANTRAM e a GASNAM, em causa está a proposta do Conselho Europeu do regulamento de emissões de CO2 (dióxido de carbono) para veículos pesados que indica, entre outros pontos, que a "implantação de tecnologias atuais e futuras mais inovadoras baseadas em GNL [Gás Natural Liquefeito] contribuirá para o cumprimento das metas de emissão de CO2 em comparação com os veículos a diesel".

O regulamento estabelece normas de desempenho, em matéria de emissões, para veículos pesados novos, sendo que as emissões específicas de dióxido de carbono da frota de veículos pesados da União Europeia serão reduzidas em 15% a partir de 2025 e em 30% a partir de 2030.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

Conhecem a última anedota do Brexit?

Quando uma anedota é uma anedota merece ser tratada como piada. E se a tal anedota ocupa um importante cargo histórico não pode ser levada a sério lá porque anda com sapatos de tigresa. Então, se a sua morada oficial é em Downing Street, o nome da rua - "Downing", que traduzido diz "cai, desaba, vai para o galheiro..." - vale como atual e certeira análise política. Tal endereço, tal país. Também o número da porta de Downing Street, o "10", serve hoje para fazer interpretações políticas. Se o algarismo 1 é pela função, mora lá a primeira-ministra, o algarismo 0 qualifica a atual inquilina. Para ser mais exato: apesar de ela ser conservadora, trata-se de um zero à esquerda. Resumindo, o que dizer de uma poderosa governante que se expõe ao desprezo quotidiano do carteiro?

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A escolha de uma liberdade

A projeção pública da nossa atividade, sobretudo quando, como é o caso da política profissional, essa atividade é, ela própria, pública e publicamente financiada, envolve uma certa perda de liberdade com que nunca me senti confortável. Não se trata apenas da exposição, que o tempo mediático, por ser mais veloz do que o tempo real das horas e dos dias, alargou para além da justíssima sindicância. E a velocidade desse tempo, que chega a substituir o tempo real porque respondemos e reagimos ao que se diz que é, e não ao que é, não vai abrandar, como também se não vai atenuar a inversão do ónus da prova em que a política vive.

Premium

Marisa Matias

Penalizações antecipadas

Um estudo da OCDE publicado nesta semana mostra que Portugal é dos países que mais penalizam quem se reforma antecipadamente e menos beneficia quem trabalha mais anos do que deve. A atual idade de reforma é de 66 anos e cinco meses. Se se sair do mercado de trabalho antes do previsto, o corte é de 36% se for um ano e de 45%, se forem três anos. Ou seja, em três anos é possível perder quase metade do rendimento para o qual se trabalhou uma vida. As penalizações são injustas para quem passou, literalmente, a vida toda a trabalhar e não tem como vislumbrar a possibilidade de deixar de fazê-lo.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

O planeta dos sustentáveis 

Ao ambiente e ao planeta já não basta a simples manifestação da amizade e da esperança. Devemos-lhes a prática do respeito. Esta é, basicamente, a mensagem da jovem e global ativista Greta Thunberg. É uma mensagem positiva e inesperada. Positiva, porque em matéria de respeito pelo ambiente, demonstra que já chegámos à consciencialização urgente de que a ação já está atrasada em relação à emergência de catástrofes como a de Moçambique. Inesperada (ao ponto do embaraço para todos), pela constatação de que foi a nossa juventude, de facto e pela onda da sua ação, a globalizar a oportunidade para operacionalizar a esperança.