Trabalhadores da TST entregam proposta de salário de 750 euros - sindicato

Os trabalhadores da Transporte Sul do Tejo (TST) cumpriram hoje o segundo dia de greve, com uma adesão de 90%, e entregaram uma proposta à administração para que o salário seja fixado em 750 euros, informou fonte sindical.

Os motoristas da TST reuniram-se hoje de manhã em plenário e entregaram uma nova proposta de revisão do Acordo de Empresa, na qual solicitam um aumento salarial de 98,39 euros, fixando-se, assim, nos 750 euros, avançou João Saúde, da Fectrans -- Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações.

Em 23 de janeiro, a administração tinha proposto o aumento do ordenado atual de 651,61 euros para 670 euros, além de um acréscimo de 0,91 cêntimos nas diuturnidades e de mais cinco euros no trabalho em dia de folga, passando a receber 42,50 euros, uma proposta que os trabalhadores consideraram insuficiente.

Por este motivo, os motoristas estão a realizar uma paralisação de 48 horas, que se iniciou na quarta-feira, pelas 03:00, e termina na sexta-feira, à mesma hora.

"A adesão hoje continuou para cima, houve um índice maior em relação a ontem [quarta-feira], apesar de continuarmos nos 90%. Trata-se da adesão de mais dois ou três trabalhadores no Laranjeiro [em Almada] e cerca de dez em Setúbal, que quiseram juntar-se aos camaradas de trabalho, entendendo que a luta é justa", explicou.

Também na quarta-feira, a paralisação registou uma greve entre os 85 e os 90%, segundo o sindicalista, tendo "grande impacto" no serviço da TST, com supressão de carreiras e maior impacto no concelho de Almada e Setúbal.

Contudo, não são estes números que interessam aos sindicatos e trabalhadores, mas sim mostrar como "ganham um salário de miséria".

Já no primeiro dia de greve, João Saúde tinha afirmado que os motoristas desta empresa são os profissionais do setor, na região, que têm os salários mais baixos.

Além disso, denunciou que a TST está a pagar o trabalho extraordinário "em valor abaixo do que determina o Acordo de Empresa", o que está a levar os trabalhadores a "desvincularem-se da TST e procurarem trabalho em outras empresas".

Apesar de considerar que a reunião de hoje com os trabalhadores correu bem, João Saúde frisou que "não foram bem recebidos" pela administração, até porque quem recebeu a proposta foi a diretora de recursos humanos da TST.

Face a esta situação e ao facto de ainda não existir qualquer resposta por parte da empresa, os trabalhadores decidiram marcar nova greve de 48 horas para os dias 12 e 13 de abril.

Na sexta-feira, pelas 10:00, as 13 estruturas sindicais representativas da empresa vão reunir-se com o Sindicato Nacional dos Motoristas para debater a situação atual e definir novas formas de luta.

A TST desenvolve a sua atividade na Península de Setúbal, com 190 carreiras e oficinas em quatro concelhos, designadamente Almada, Moita, Sesimbra e Setúbal.

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