Taça da Liga: Benfica - FC Porto (Declarações 3)

Declarações dos treinadores do Benfica e do FC Porto, após o jogo das meias-finais da Taça da Liga de futebol, disputado em Braga, que terminou com uma vitória dos 'dragões', por 3-1:

Bruno Lage (treinador do Benfica): "O jogo dividiu-se em três partes. [Houve] Uma primeira parte equilibrada, com varias oportunidades de golo. Sentia que o jogo ia chegar ao intervalo com um empate. Na segunda parte, houve uma muito boa prestação da nossa parte. Após o intervalo, tentámos corrigir o nosso posicionamento e fizemos 30 minutos muito bons. Infelizmente, com várias oportunidades criadas, não conseguirmos marcar. Quando nós arriscámos tudo, numa bola perdida, o FC Porto fecha o jogo.

[Pontos positivos da exibição?] Principalmente os primeiros 30 minutos da segunda parte. [Também] Jogámos cara a cara na primeira parte. É dar continuidade a este trabalho, vendo aquilo em que estivemos bem e em que estivemos menos bem.

Eu não costumo falar de arbitragem. Estamos a passar por um período no futebol em que é preciso zelar pela credibilidade do futebol. Quando se veem coisas nas imagens simples de ver e assobia-se para o lado, isso não torna o jogo credível.

Já vamos no segundo ano de VAR e, independentemente das cores, se não tornarmos estas coisas mais credíveis, as pessoas vão-se desinteressar [do futebol]. Temos jogadores e treinadores a fazer percursos fantásticos pela Europa. Aqui é preciso melhorar. Nesta questão [do VAR], é preciso definirem-se critérios iguais.

Disse aos jogadores para se focarem nas tarefas, ao intervalo [e não na arbitragem]. Foquei-me na abordagem à segunda parte. A entrada do Gedson ocorreu para transportarmos mais jogo pela esquerda. Nem sempre estamos no posicionamento que pretendemos, mas isso [melhora-se] com trabalho. Tem sido esse o nosso caminho, com jogos de três em três dias e pouco tempo de treino.

[Coesão do FC Porto fez a diferença?] Não. A diferença é marcarmos os golos ou não".

Sérgio Conceição (treinador do FC Porto): "Foi um jogo muito competitivo entre duas boas equipas. Gostei da nossa maturidade. Começámos muito bem. Fizemos uma primeira parte muito boa. Ouvi o treinador do Benfica dizer que foi uma primeira parte equilibrada, mas só me lembro de um lance do Benfica, com o João Félix. Nós tivemos oportunidades pelo Marega e pelo André Pereira. Há depois uma situação que me deixa dúvidas na área [do Benfica] sobre o Marega. Senti que o FC Porto foi mais forte na primeira parte.

Na segunda parte, senti que o Benfica ia assumir mais o jogo. Tentámos fazer o que o Benfica fez na primeira parte: sair em transição. Na segunda parte, o Benfica teve mérito na posse de bola, mas não criou perigo. Na transição, marcámos o terceiro.

A minha equipa é sólida, capaz de perceber os diferentes momentos do jogo. Quando precisámos de pressionar, fazemos pressão alta. No primeiro golo, o Óliver pressionou alto e roubou a bola, não derrubou o jogador [Gabriel]. É preciso valorizar a nossa vitória, porque tivemos um adversário à altura, muito competitivo, com excelentes jogadores, que nos deu uma réplica interessante, mas, sem dúvida, a vitória é merecida.

[Arbitragem] Estou-me a lembrar de um momento em que o Seferovic podia levar o segundo amarelo numa falta sobre o Marega. O VAR foi o Fábio Veríssimo, que, no ano passado, anulou um golo ao Portimonense por um pé [num jogo com o Benfica]. Hoje foi coerente [no golo anulado ao Benfica].

O Benfica é um adversário competitivo. Perdemos na altura [1-0, para a sétima jornada da I Liga]. Não foi um jogo bem conseguido. Foi um jogo de muita luta, pouco bem jogado. Hoje, houve duas equipas que queriam ganhar. Na altura, queríamos ganhar, mas não estávamos tão bem, não tão de acordo com aquilo que eu queria para a equipa.

Temos feito em todas as provas um percurso interessante. Estou relativamente satisfeito [com a época até agora realizada]. No campeonato, estamos em primeiro, mas ainda não ganhámos hoje. Na Taça da Liga, passámos à final, mas, se não ganharmos, não vale de nada.

Trabalhar sobre resultados positivos é sempre melhor do que outro tipo de resultados. O empate em Alvalade [com o Sporting, 0-0] foi negativo. Andámos sempre à procura da perfeição. Hoje, vi situações que me desagradaram. Uma ou outra situação criada pelo Benfica fomos nós que oferecemos.

Não tenho preferência pelo adversário [da final da Taça da Liga].

O meu coração está com a família de um jogador que foi meu [no Nantes, na época 2016/17]. Se estou aqui hoje, isso deve-se em parte ao Emiliano Sala [encontrava-se num avião desaparecido]".

Exclusivos

Premium

Líderes europeus

As divisões da Europa 30 anos após o fim da Cortina de Ferro

Angela Merkel reuniu-se com Viktor Orbán, Emmanuel Macron com Vladimir Putin. Nos próximos dias, um e outro receberão Boris Johnson. E Matteo Salvini tenta assalto ao poder, enquanto alimenta a crise do navio da ONG Open Arms, com 107 migrantes a bordo, com a Espanha de Pedro Sánchez. No meio disto tudo prepara-se a cimeira do G7 em Biarritz. E assinala-se os 30 anos do princípio do fim da Cortina de Ferro.