Sudanês morre durante protestos antigovernamentais

Um cidadão sudanês morreu hoje, supostamente por asfixia, devido ao gás lacrimogéneo lançado pelas forças de segurança para dispersar manifestantes em Cartum, que pediam a demissão do Presidente Omar al-Bashir, divulgaram fontes médicas.

Testemunhas asseguraram à agência noticiosa Efe que hoje milhares de manifestantes voltaram às ruas da capital sudanesa para protestar contra a escassez de produtos básicos e os aumentos dos preços, gritando palavras de protesto como "revolução, revolução até à vitoria" diante da polícia, que dispersou a multidão.

Estas marchas foram convocadas pela Associação de Profissionais Sudaneses, que lidera os protestos desde o seu início, a 19 de dezembro, juntamente com três outras forças opositoras ao regime.

De acordo com o último relatório governamental, pelos menos 31 pessoas morreram durante os protestos, enquanto a oposição e organizações de direitos humanos falam em mais de 50 vítimas.

As marchas de protesto têm uma cadência quase diária em vários pontos do Sudão desde o passado dia 19 de dezembro - quando começaram devido à escassez de produtos básicos e ao seu encarecimento -, tornando-se depois num movimento antigovernamental.

Estas manifestações têm como ponto final o palácio presidencial em Cartum, para exigir a demissão de al-Bashir, no poder desde 1989, após um golpe de Estado.

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