Sistema Andante vai prolongar-se de Espinho a Azeméis através da Linha do Vouga

O troço ferroviário da Linha do Vouga deverá passar a integrar o sistema intermodal de transportes públicos Andante dentro de "três a quatro meses", anunciaram hoje os presidentes das câmaras de Santa Maria da Feira e Espinho.

A medida vai abranger também os concelhos de São João da Madeira e Oliveira de Azeméis, cujos autarcas participaram esta tarde na reunião com a IP - Infraestruturas de Portugal.

"Tomámos duas decisões muito importantes. Uma foi a instalação do sistema Andante na Linha do Vouga, o que deverá concretizar-se dentro de três a quatro meses, que é o tempo necessário para procedimentos de autorização que há que cumprir antes de implementarmos esta solução", revelou à Lusa Emídio Sousa, presidente da Câmara de Santa Maria da Feira.

Segundo o também do Conselho Metropolitano do Porto, a outra decisão tomada foi "o compromisso de até lá se encontrar para Espinho uma alternativa que permita aproximar mais a estação final do 'Vouguinha' à estação principal da Linha do Norte, para as pessoas não terem que andar tanto a pé para fazerem a ligação entre um comboio e o outro".

Joaquim Pinto Moreira, presidente da Câmara Municipal de Espinho, referiu que a extensão em causa é de aproximadamente 230 metros e admitiu que isso "não é muito", mas defendeu também que, estando em causa um sistema de transportes que visa agilizar a mobilidade e facilitar a mudança entre diferentes meios de locomoção, o formato atual dessa ligação ao ar livre "não é muito prático".

"Mas com certeza que vamos chegar a bom porto, porque temos tido um relacionamento muito bom com a IP a propósito das obras de requalificação do canal ferroviário e em três meses encontraremos uma nova estratégia para esta questão", realçou o autarca, em referência à empreitada na alameda que ficou vaga na cidade após o enterramento da linha férrea em 2008.

Em cima da mesa já estarão até "duas ou três soluções para garantir uma ligação mais agradável" entre o terminal do 'Vouguinha' - cuja estação própria está, aliás, desativada há vários anos - e a estação da Linha do Norte - em cujo subterrâneo circulam atualmente os comboios em direção a Lisboa e Porto.

Emídio Sousa revelou ainda uma terceira decisão tomada no encontro desta tarde, embora alertando que essa não terá um prazo de concretização tão imediato quanto os dois compromissos anteriores, por envolver "um investimento muito maior".

"Vamos fazer um estudo de viabilidade para reabilitação de toda a Linha do Vouga, para que se possa circular entre Oliveira de Azeméis e Espinho com mais velocidade e usando outros comboios", conclui.

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