Sintra reforça formação hospitalar em reanimação cardiorrespiratória nas escolas

O envolvimento da comunidade escolar na formação em técnicas de reanimação cardiorrespiratória vai ser reforçada em Sintra, através de um protocolo que será hoje assinado entre o município, o Ministério da Educação e o Hospital Fernando Fonseca.

O protocolo de colaboração entre as três entidades tem por objetivo a concretização "no concelho de Sintra de um plano estratégico na área da reanimação cardiorrespiratória dirigido à comunidade educativa", a desenvolver por fases, explica o documento, a que agência Lusa teve acesso.

Na assinatura do protocolo, alunos do agrupamento de escolas Leal da Câmara, de Rio de Mouro, realizam uma demonstração do Projeto "3C's - Salva Uma Vida", promovido pela Escola de Reanimação Cardiorrespiratória do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra).

O projeto criado para prestar formação em Suporte Básico de Vida nas escolas da rede pública dos dois municípios abrangidos pela unidade hospitalar prevê ainda a instalação de equipamentos de Desfibrilhação Automática Externa (DAE) em diversos estabelecimentos de ensino.

A iniciativa "3C's - Salva Uma Vida" consiste em "confirmar" a situação de paragem cardiorrespiratória, "comunicar" ajuda diferenciada ao serviço de emergência médica e "comprimir" a região torácica do paciente, através de manobras de Suporte Básico de Vida.

"Após uma paragem cardíaca existe uma janela temporal de sete minutos na qual o início de reanimação cardiopulmonar pode influenciar o prognóstico", refere o protocolo, acrescentando existir demonstração científica de "que adolescentes de 13-14 anos de idade conseguem executar compressões cardíacas de forma tão eficaz como adultos".

Segundo o protocolo, o município presidido por Basílio Horta (PS) disponibilizará recursos humanos, afetos aos serviços de educação, para a concretização do apoio técnico e logístico para as ações, além de contribuir com 3.000 euros para material e remuneração de formadores.

Na presença do secretário de Estado da Educação, João Costa, o ministério compromete-se a assegurar a validação pedagógica do plano de formação e a autorizar as escolas de Sintra a incluírem dois tempos letivos anuais da disciplina de Educação Física, com duração mínima de 90 minutos cada, para a formação em reanimação cardiorrespiratória.

O Hospital Fernando Fonseca, através do seu presidente, Francisco Roxo, compromete-se a disponibilizar formadores da escola acreditada pela 'American Heart Association' e pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), e acompanhará os primeiros cursos ministrados pelos docentes aos alunos.

A autarquia de Sintra dará também início ao alargamento do programa de instalação de equipamentos DAE em 29 escolas do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e secundário, com a formação de 174 operadores de desfibrilhadores (seis por estabelecimento de ensino).

Os desfibrilhadores são dispositivos que, em casos de paragem cardiorrespiratória, analisam o ritmo cardíaco e permitem a aplicação de um choque elétrico para retomar um ciclo cardíaco normal do paciente.

Após dotar as nove corporações de bombeiros do concelho com este tipo de equipamentos de emergência médica, a câmara instalou, em 2016, oito desfibrilhadores em equipamentos e edifícios municipais, incluindo complexos desportivos, mercados e espaços culturais, dotando cerca de 80 funcionários com formação num programa licenciado pelo INEM.

Os equipamentos a entregar às 29 escolas representam um investimento de cerca de 40.000 euros, com manutenção durante três anos e apoio à formação para prestação imediata de socorro a vítimas de paragem cardiorrespiratória.

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