Sindicatos independentes de professores admitem greve

Seis sindicatos independentes de professores enviaram uma carta ao ministro da Educação para reclamar uma reunião urgente destinada a abordar questões relativas ao próximo ano letivo, carreiras, aposentação e precariedade, sob pena de avançarem para a greve.

As estruturas sindicais reuniram-se na semana passada para avaliarem as políticas do governo e decidiram exigir respostas à equipa de Tiago Brandão Rodrigues.

Os professores e educadores querem discutir com o ministro questões relacionadas com a organização do próximo ano letivo, como as condições e os horários de trabalho, mas também o descongelamento da carreira, em janeiro.

À semelhança das federações sindicais afetas à CGTP e à UGT, estas organizações querem também negociar, a curto prazo, um regime especial de aposentação e a garantia de um novo concurso para vinculação extraordinária de docentes.

Pretendem também rever o modelo de administração e gestão escolar.

Subscrevem o documento a Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL), a Pró-Ordem, o Sindicato de Educadores e Professores Licenciados pelas Escolas Superiores de Educação e Universidades (SEPLEU), o Sindicato dos Educadores e Professores de Ensino Básico (SIPPEB), o Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) e o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU).

Os sindicatos afirmam que esperam reunir com o ministro "a curtíssimo prazo" para obterem respostas, esclarecimentos e compromissos, sob pena de terem de "ponderar outras formas de luta, entre as quais o recurso à greve".

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